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Investigação

É seguro ir ao médico dentista durante a pandemia, revela estudo da OMD

Estudo OMD

O último inquérito da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), realizado em agosto passado, mostra que 99,5% dos médicos dentistas não se contaminaram em ambiente clínico. O inquérito realizado em todo o País pela OMD recebeu mais de 3800 respostas de médicos dentistas e os resultados apontam para uma taxa de 0,5% de infeção.

O bastonário da OMD, Miguel Pavão, sublinhou que os resultados demonstram que os “médicos dentistas têm prática do controlo de infeção cruzada e têm prática do controlo da sua proteção e do seu staff e, portanto, [as clínicas dentárias] são ambientes seguros para os pacientes”.

A realidade dos Estados Unidos da América (EUA) é semelhante, segundo o relatório publicado no Jornal da Associação Americana de Medicina Dentária (JADA). Após sete meses de pandemia, menos de 1% de médicos dentistas foram infetados com covid-19.

Já no Reino Unido, os resultados são menos animadores: um estudo divulgado pela Dental Tribune International e conduzido pela Universidade de Birmingham, revelou que 15% dos profissionais de odontologia possuíam anticorpos contra SARS-CoV-2.

Reportando-se ao estudo português, o bastonário da OMD afirmou que “o número de casos de covid-19 em médicos dentistas é muitíssimo reduzido, quer em Portugal, quer nos restantes países da Europa ou nos EUA”, um cenário que “comprova a preparação adequada da classe profissional, apesar da medicina dentária ter sido considerada uma das profissões de maior risco”.

Nos EUA, o documento da autoria do Instituto de Ciência e Pesquisa da Associação Americana de Medicina Dentária (ADA) e do Instituto de Política de Saúde, em Chicago, contou com a participação, até junho deste ano, de 2200 profissionais. Neste primeiro relatório, uma vez que o estudo continua a decorrer, apenas 16,6% dos médicos dentistas foram testados, sendo que os casos positivos ocorreram um pouco por todo o país, sem incidência em nenhuma região específica.

Os dados significam que “aquilo que os médicos dentistas estão a fazer, o controlo de infeções e uma maior atenção à segurança do paciente e da equipa, está a funcionar”, conclui Marcelo Araújo, diretor-executivo do Instituto de Pesquisa e Ciência da ADA.

Por outro lado, no Reino Unido, o estudo liderado por Iain Chapple, professor na Universidade de Birminghan, analisa os níveis de anticorpos SARS-CoV-2 em amostras de saliva de 1530 cirurgiões-dentistas, enfermeiras, higienistas, terapeutas e rececionistas em toda a região das Midlands, em Inglaterra. Dos testados, aproximadamente 230 entregaram resultados soropositivos para anticorpos SARS-CoV-2.

Este estudo ainda está a decorrer e todos os participantes serão novamente testados, pelo menos mais uma vez, por volta de janeiro de 2021.

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