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Clínicas Dentárias

Clínica Dr. Pedro Coelho: Continuar a evoluir no caminho da excelência

Com seis anos de existência, a Clínica Dr. Pedro Coelho, fundada pelo médico com o mesmo nome, aposta na qualidade dos cuidados.

Sempre soube que queria ajudar os outros e encontrou na medicina dentária a vocação profissional que o permite viver realizado e feliz. Com seis anos de existência, a Clínica Dr. Pedro Coelho, fundada pelo médico com o mesmo nome, aposta na qualidade dos cuidados e no conforto dos pacientes. E nem a pandemia impediu o crescimento sustentado e saudável.

Sentiu desde muito cedo que tinha de criar o seu próprio negócio e confirmou-o com a experiência adquirida depois de se licenciar em medicina dentária pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, em 2002. Trabalhou em clínicas dentárias geridas por outras pessoas, mas queria trilhar o seu próprio caminho. “Queria trabalhar à minha maneira”, começa por afirmar Pedro Coelho, diretor clínico da Clínica Dr. Pedro Coelho Dental&Health Care, em Oeiras. Era a localização ideal, a da vila que o viu nascer e crescer. “Era onde fazia sentido estabelecer-me profissionalmente”. Foi em 2007 que decidiu abrir o seu primeiro consultório, depois de uma experiência inicial em que alugou uma sala na empresa de um amigo que trabalhava noutra área.

Sempre soube que gostaria de ajudar pessoas e que a área de eleição recairia sobre a medicina. “Ainda sou do tempo em que os três primeiros anos eram comuns aos cursos de medicina e de medicina dentária. Tenho colegas que são hoje médicos de outras especialidades, mas depois de ter entrado e de começar a conhecer melhor o mundo da medicina dentária, comecei a gostar e percebi que era aquele o meu caminho.” E ainda bem que assim foi, partilha, porque se sente realizado e feliz com a profissão que escolheu.

A evolução foi natural, sempre sustentada nos valores que defende: exigência, profissionalismo e integridade. “Sou muito exigente comigo próprio, as coisas foram evoluindo e comecei a perceber que precisava de um espaço maior que permitisse dar maior conforto aos meus pacientes”, refere. Manteve-se no mesmo concelho e, em 2014, mudou-se para a atual clínica, com 160 m2, que está situada numa localização mais premium. Com três gabinetes – a caminho do quarto que irá abrir neste ano de 2021 como estratégia de evolução – a clínica Dr. Pedro Coelho é composta por todas as especialidades estando o seu fundador mais dedicado à implantologia e à estética dentária. “Cobrimos todas as áreas de medicina dentária e atendemos várias gerações, desde crianças a seniores”, adianta. “Chegamos a atender três gerações da mesma família”, sublinha.

@Rodrigo Cabrita

Com uma equipa multidisciplinar composta por 17 pessoas, entre médicos dentistas, rececionistas e assistentes dentárias, o diretor clínico defende, acima de tudo, que as pessoas que trabalham consigo sejam competentes. “Para mim, é essencial contratar boas pessoas que, mesmo sem grande prática na função a desempenhar tenham vontade de aprender e de evoluir. Isso é o mais importante.” Assim, certamente se tornarão em “bons profissionais que partilham de valores e de princípios e pessoas extremamente válidas”.

Além da implantologia e da estética dentária, a equipa de médicos dedica-se também a outras especialidades, como por exemplo, a ortodontia, a odontopediatria e a periodontologia. Pauta a sua atividade pelo investimento contínuo em formação. “Tenho a filosofia de procurar a pessoa que entende mais sobre um determinado assunto, sempre que sinto necessidade de aprender algo mais. É um investimento que sinto que é absolutamente fundamental para a minha evolução e para conseguir prestar o melhor serviço aos meus pacientes.” E o mesmo acontece com a sua equipa. “Não é algo obrigatório, mas valorizo e aposto na formação das assistentes dentárias que trabalham comigo.”

O melhor marketing? Os pacientes

Tem noção de que o tempo é o melhor avaliador do sucesso e dos resultados em medicina dentária e considera-se o maior crítico do seu próprio trabalho. “Tenho pacientes que o são desde que terminei o curso e que me seguem ao longo de todos estes anos”, refere, considerando que o melhor marketing é o que é partilhado pelos pacientes. Ainda assim, a aposta na área digital tem sido recorrente e durante o período de confinamento, Pedro Coelho acabou por ter tempo para apostar mais nesta área e estar mais presente nas redes sociais, sobretudo no Instagram e no Facebook. “Penso que tem sido uma aposta ganha e ainda que traga mais visibilidade, não denoto uma relação direta com as vendas.”

O digital também se tornou numa boa ferramenta para promover a literacia em saúde dos pacientes. As redes sociais, o blogue e o site da clínica serviram de palco para partilhar informações úteis com o objetivo de educar e desmistificar algumas ideias relacionadas com a área de medicina dentária. “Vamos também tentando dar resposta às dúvidas que nos chegam por esta via.”

O facto de não trabalhar com seguros ou planos de saúde faz com que a aposta na qualidade não saia beliscada. “Os seguros trazem essencialmente volume de clientes e na minha clínica prestamos um serviço premium que faz a diferença entre os nossos pacientes e o mercado”, explica o médico dentista.

@Rodrigo Cabrita

No que respeita a equipamentos e tratamentos diferenciadores, há já vários anos que a clínica apostou no CBCT. “Não coloco qualquer implante, por mais simples que seja, sem ter um exame em 3D para planear convenientemente o procedimento, mas sei que essa não é a realidade de muitas clínicas. Acho inconcebível não ter uma imagem em 3D.” O scanner intraoral também foi algo que veio ajudar a evoluir bastante nesta área e Pedro Coelho considera que este é “um caminho irreversível. É só uma questão de tempo até que seja exigido a todas as clínicas a aposta num scanner intraoral”. Afinal, quem não acompanhar a evolução tecnológica e digital, vai ter tendência a ficar para trás. “O mercado é cada vez mais competitivo, existe muita pressão ao nível de preços, de normas que temos de cumprir e mais exigência dos pacientes.”

“É só uma questão de tempo até que seja exigido a todas as clínicas a aposta num scanner intraoral” Pedro Coelho, médico dentista

O impacto da pandemia

Apesar de a clínica apresentar o horário oficial das 9h00 às 20h00 durante a semana e das 09h30 às 14h30 aos sábados, a pandemia obrigou a torná-lo mais restrito.

Surpreendentemente, confessa Pedro Coelho, o ano de 2020 foi de crescimento. “Estivemos dois meses fechados, como todas as clínicas dentárias, apenas disponíveis para atender urgências, mas após a reabertura tivemos uma procura enorme e temos crescido bastante.” A decisão de fechar a clínica mesmo antes de sair o decreto que determinou esta situação não foi fácil. “Numa reunião em equipa, decidimos que seria melhor encerrar provisoriamente. No início, tudo foi uma verdadeira incógnita porque não sabíamos por quanto tempo teríamos de fechar.” No entanto, com o decorrer da pandemia, na altura da reabertura, não deixou de ficar estupefacto por considerar que as clínicas ficariam fechadas por mais um tempo.

Apesar dos desafios de um ano atípico, o médico dentista defende que a medicina dentária é a profissão mais preparada para lidar com a pandemia. “Tomámos todas as precauções necessárias ao nível de segurança e de equipamentos de proteção, desinfeção, esterilização, mas acrescentámos mais algumas coisas a tudo aquilo que já fazíamos”, revela Pedro Coelho.

@Rodrigo Cabrita

Já antes da pandemia, esta profissão exigia preparação prévia para atender qualquer paciente. “Temos de partir do princípio de que cada pessoa que tratamos possa ser um potencial foco de contágio de qualquer doença ou vírus e não falo apenas da covid-19, mas das hepatites, da tuberculose, do HIV, etc.” Os cuidados começam mesmo antes das consultas. “O que eu digo à minha equipa é que temos de partir do princípio de que qualquer pessoa que se senta na cadeira da consulta é uma pessoa que está infetada e, a partir daí, temos de ter as medidas máximas, desde logo, para nossa proteção e dos nossos pacientes e, também, para prevenirmos a infeção cruzada que pode ocorrer de uma consulta para a outra”, explica.

Relativamente à retoma depois do período de confinamento obrigatório, os clientes deram um voto de confiança à clínica, à equipa e ao trabalho que a mesma desenvolve. “Apenas duas a três pessoas que tinham tratamentos previstos optaram por cancelar e ainda não retomaram. Tivemos muitos pacientes novos, além de todos aqueles que tinham tratamentos em curso, que já voltaram e, entretanto, já concluíram. Foi realmente uma surpresa. Julgo que as pessoas se tornaram mais criteriosas e exigentes”, explica. Para o médico dentista, tem sido notória a maior preocupação dos pacientes com a sua saúde e a exigência em receber cuidados que acautelam normas de higienização e de segurança.

Medicina dentária em Portugal

Pedro Coelho não poupa nas palavras para referir a especialidade em Portugal. “Acho que estamos a um nível muito superior à prática clínica no estrangeiro. Temos profissionais fabulosos em Portugal e comparativamente com outros países, não só não ficamos nada atrás como estamos até muito à frente de muitos deles. Temos realmente esse problema atual que é o excesso de formação de profissionais e cursos que apresentam algumas deficiências”, defende. O médico dentista sublinha que a qualidade do ensino superior em medicina dentária diminuiu nos últimos anos, sobretudo no que respeita à componente prática. “Muitos estudantes, quando terminam o curso, não estão preparados para começar a exercer e a serem autónomos”, acrescenta.

“Temos realmente esse problema atual que é o excesso de formação de profissionais e cursos que apresentam algumas deficiências”, assinala o médico dentista

O excesso de alunos no ensino superior está de mãos dadas com a falta de qualidade, avança o médico dentista. “Quando se aumenta a quantidade, reduz-se a qualidade do ensino. Se formassem 1/3 dos alunos, o ensino teria condições para ser muito melhor e enquanto não houver um debate e uma consciência coletiva na classe e nas faculdades sobre essa matéria, vamos continuar a ter este problema”, afirma Pedro Coelho.

@Rodrigo Cabrita

Como mensagem final aos colegas, defende que a classe deveria ser mais unida. “Todos teríamos a ganhar se houvesse mais união pois as pessoas ainda têm muita tendência em se criticarem umas às outras e arranjarem guerras completamente desnecessárias e que não fazem qualquer sentido.” Sugere que se aposte na formação para crescer, sobretudo os colegas mais novos para conseguirem acompanhar a evolução. “Não há espaço para meios termos, temos todos de pensar em que lado queremos estar. O caminho não é o da massificação. As pessoas continuam a ser exploradas por grandes grupos económicos que estão a tomar conta da saúde em Portugal”, defende.

As metas da Clínica Dr. Pedro Coelho para o próximo ano são claras. “O grande projeto para 2021 é continuar a evoluir no caminho da excelência e a melhorar aquilo que já fazemos bem”, conclui.

É mais barato prevenir do que tratar

Relativamente à consciencialização dos pacientes, o diretor clínico da Clínica Dr. Pedro Coelho considera que esta é sobretudo uma questão cultural e de educação. “Os brasileiros, por exemplo, são muito cuidadosos com a sua saúde oral e apostam na prevenção enquanto o típico paciente português nem sempre tem os cuidados necessários”, afirma. Há uma mensagem que o dentista deixa patente nas consultas. “Eu repito aos meus pacientes que lhes fica muito mais barato prevenir do que tratar. Ao investirem nos cuidados de higiene de prevenção, com a ida a consultas de seis em seis meses, é possível detetar algum problema atempadamente. Por outro lado, se ficarem anos sem vir ao dentista, o tratamento fica realmente mais caro.” A prevenção permite poupar dinheiro a longo prazo pelo que a questão monetária não serve de desculpa, defende o diretor clínico.

“Eu repito aos meus pacientes que lhes fica muito mais barato prevenir do que tratar. Ao investirem nos cuidados de higiene de prevenção, com a ida a consultas de seis em seis meses, é possível detetar algum problema atempadamente”, defende o diretor clínico da Clínica Dr. Pedro Coelho

*Artigo publicado originalmente na edição n.º 136 da revista SAÚDE ORAL, de janeiro-fevereiro de 2021.

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