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“A apresentação online do Congresso da SPDOF irá permitir chegar a um público mais internacional”

Em entrevista à SAÚDE ORAL, a organização do congresso da SPDOF destaca as principais novidades do evento deste ano.

O IV Congresso da Sociedade Portuguesa de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (SPDOF) ocorre nos dias 1, 14 e 15 de maio em formato misto, com as conferências online e a manutenção dos workshops presenciais. A organização espera uma audiência mais internacional, fruto da componente online, e distribuiu o programa científico em dois dias de modo a abranger mais temáticas. Em entrevista à SAÚDE ORAL, a organização destaca as novidades do evento que este ano conta com o tema: “Guidelines em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial”.

A 4ª edição do congresso da SPDOF estava prevista para o ano passado, mas o cenário pandémico ditou o seu adiamento. Que impacto teve esta mudança internamente do ponto de vista da organização?

Joana Pereira e Júlio Fonseca: Com a pandemia, o paradigma do método como a formação era ministrada mudou. Como tal, e uma vez decidido o adiamento do Congresso da SPDOF, imediatamente iniciámos a organização do Programa de Formação Contínua com vários webinars online, os quais tiveram uma enorme adesão por parte dos colegas associados e também dos não sócios da SPDOF. Constatámos que este poderia ser um modelo a reproduzir no 4º Congresso. Em maio deste ano, a SPDOF promoverá o seu Congresso em formato misto, com as conferências online e a manutenção dos workshops presenciais. Este desafio é o principal foco da energia da SPDOF, mas estamos certos de que estaremos à altura.

A componente online traz alguma novidade?

Joana Pereira: A apresentação online de um Congresso como o da SPDOF irá permitir chegar a um público mais internacional e, prova disso, são os inúmeros inscritos até à data, com origem em países como o Brasil, Espanha, Holanda e Itália. Desta maneira, e esperando uma audiência mais internacional, houve a preocupação de distribuir o programa científico em dois dias (sábados) cujas temáticas pudessem interessar a um público mais vasto.

Uma das novidades é a redução substancial do valor de inscrição, o que coloca o Congresso da SPDOF como uma oportunidade formativa de excelência. Além disso, haverá a possibilidade de reverem alguns conteúdos após várias semanas de ocorrência do congresso.

Joana Pereira

O programa que estava estipulado para o ano passado mantém-se ou sofreu algumas alterações?

Joana Pereira e Júlio Fonseca: A decisão da transformação do tradicional Congresso para conferências online ditou a supressão de algumas palestras e a antecipação de outras, sob a forma de webinar online integrante no Plano de Formação Contínua. Houve ainda a preocupação estratégica de, sempre que possível, alterar a participação dos palestrantes internacionais nos workshops para componentes teóricas, que pudessem ser lecionadas à distância. A componente prática ou teórico-prática será assegurada por colegas nacionais.

Existe alguma temática em destaque a ser debatida durante o congresso?

Júlio Fonseca

Júlio Fonseca: O Congresso terá como tema as “Guidelines em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial”. Estão já confirmados vários oradores internacionais de renome, como Gilles Lavigne (Canadá), Joanna Zakrzewska (Reino Unido), Javier Hidalgo, Juan Mesa, Pedro Mayoral (Espanha) ou Cibele Dal Fabbro e Sílvia Hitos (Brasil), que irão, certamente, contribuir para um programa científico de excelência. Dada a relevância do tema e a sua essência interdisciplinar, fomentaremos a partilha interdisciplinar de diversas áreas da saúde.

O IV livro da SPDOF será também lançado neste congresso. Visa estabelecer um conjunto de orientações e guidelines baseadas na evidência científica, relativas à abordagem dos doentes com DTM. Este é o quarto livro editado pela nossa sociedade científica e melhora a qualidade de intervenção clínica em patologias associadas à DTM e Dor Orofacial, sempre pelo superior interesse do paciente. Leitura recomendada a todos os profissionais e entidades que, de alguma maneira, lidam ou têm de tomar decisões de gestão deste tipo de condição clínica nos seus pacientes.

 

Dentro da disfunção temporomandibular e da dor orofacial quais são as temáticas mais prementes atualmente − que merecem maior atenção?

João Fonseca e Costa e Júlio Fonseca: Atualmente as temáticas que têm tido maiores desenvolvimentos científicos e que despertam maior atenção nos profissionais de saúde são a relação entre patologia do sono, bruxismo e dor; o tratamento minimamente invasivo das patologias interarticulares, da viscossuplemetação à artroscopia; a relação entre dor muscular, sensibilização central e cefaleias. Estes são alguns exemplos entre muitos outros das matérias que têm tido grande evolução na produção científica e que exploram e demonstram a complexidade e interdisciplinaridade deste grupo de patologias, o que tem permitido um grande avanço no desenvolvimento das práticas clínicas com grande impacto na melhoria da qualidade de vida dos doentes.

Se tivesse de destacar três apresentações e três palestrantes do programa, quais seriam?

João Fonseca e Costa

João Fonseca e Costa: Eu destacaria o Prof. Gilles Lavigne e a palestra Overlap of Sleep Bruxism, Insomnia, TMD, OSA and management in presence of comorbidities; a Profª Joanna Zakrzewska e a palestra Disfunção Temporomandibular e Nevralgia do Trigémeo – Diagnóstico e Abordagem e o Prof Juan Mesa com a palestra Guia Clínica no Tratamento com Fisioterapia da Patologia Articular dos Transtornos Temporomandibulares.

Quais são as expectativas do congresso deste ano?

João Fonseca e Costa e Joana Pereira: A nossa expectativa é poder proporcionar desenvolvimento no conhecimento científico e evolução nas práticas clínicas aos profissionais de saúde interessados neste grupo de patologias, apresentando um conjunto de palestras e palestrantes de grande qualidade num formato apelativo e confortável. É especialmente motivante por se tratar de um momento tão complexo e difícil da humanidade em geral e dos profissionais de saúde em particular, que merecem todo o nosso esforço pela coragem, nobreza e dignidade que mantêm na sua prática profissional.

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