Medicina Dentária

Victor Clavijo: “O que fiz, o que não faria de novo e o que continuarei a fazer”

Victor Clavijo: “O que fiz, o que não faria de novo e o que continuarei a fazer”

No Congresso da Ordem dos Médicos Dentistas tivemos oportunidade de falar com Victor Clavijo, especialista em Dentisteria Restauradora, sobre o seu trabalho com restaurações cerâmicas.

O médico dentista brasileiro esteve em Portugal para uma palestra de quatro horas onde abordou “o quando e o porquê de restaurações cerâmicas em implantes através de três pilares que considero importantes: experiência clínica, evidência científica e reprodutibilidade. Estamos a falar de como atingir o equilíbrio entre restaurações cerâmicas, tecido gengival e tudo isso com longevidade”.

Na opinião do especialista há uma interpretação incorreta da correta indicação da cerâmica e deu como exemplo uma analogia: “muitas vezes as pessoas acham que com um prego conseguem suportar todos os quadros. No caso da cerâmica, ela serve muito bem numa correta utilização. Há uma luta entre cerâmica e resina, os dois são excelentes materiais, porem quando indicados corretamente. A ideia foi e está a ser pontuar bem as corretas utilizações”.

Com 16 anos de prática clínica, Victor Clavijo utiliza cerâmica há 16 anos. “O que trouxe para o congresso foram os casos que fiz há 15 anos e expliquei como os casos estavam, como se comportam, o que fiz, o que não faria de novo e o que continuarei a fazer baseado nessa experiência clínica”.

O médico dentista não teve qualquer problema em assumir erros que cometeu no passado e que podem servir de ensinamento aos médicos dentistas portugueses. “Acreditava que a cerâmica servia para todas as indicações, mas não. Tem indicações específicas. E também existem inúmeras cerâmicas, não apenas uma, ou de um tipo. Então temos de entender o porquê de usar cada tipo e a sua correta utilização. Temos de compreender e saber o que o laboratório envia”.