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Investigação

Temperamento de crianças pode ditar sucesso da sedação nos tratamentos dentários

Apenas metade dos cheques-dentista emitidos no Alentejo foram utilizados

O óxido nitroso é frequentemente utilizado na sedação dos pacientes submetidos a tratamentos dentários, nomeadamente nas crianças, com o objetivo de os tornar mais cooperantes nos tratamentos. Ainda assim, em alguns pacientes este tipo de sedação não é eficaz. Agora, uma equipa de investigadores pode ter descoberto um dos fatores pode detrás da ineficácia: o temperamento da criança.

O estudo foi publicado na revista científica ‘Anesthesia Progress’ e revela que o temperamento da criança desempenha um papel importante no sucesso deste tipo de tratamento, que acaba por ser mais eficaz em crianças que, por exemplo, apresentam melhores níveis de concentração.

Para chegar a esta conclusão, os investigadores analisaram 48 crianças que receberam tratamentos dentários restaurativos que exigiram a administração de anestesia local com óxido nitroso. Por outro lado, para avaliar o temperamento das crianças, os seus cuidadores foram sujeitos a um questionário.

Os resultados agora publicados mostram que a taxa de sucesso da sedação foi de cerca de 85,4%, sem evidências de que a idade, género ou tipo de tratamento estivessem associados com o resultado final.

Contudo, os resultados revelaram que o sucesso deste tipo de sedação estava significativamente relacionado com a capacidade de manter a concentração durante um longo período de tempo. Além disso, as crianças fáceis de acalmar quando ficavam aborrecidas ou com níveis de frustração baixos também foram consideradas mais fáceis de tratar.

“Ao longo do decorrer do procedimento dentário, as crianças capazes de receberem tratamento de forma bem-sucedida devem inibir as reações negativas. Isto corresponde à capacidade inata para focar-se numa tarefa e persistir, ainda que seja difícil. Porque o controlo sem esforços aparenta ser particularmente importante na previsão do sucesso do tratamento, os estudos futuros devem investigar de que forma é que a avaliação deste domínio pode ser implementada nos cenários clínicos de forma a ajudar a guiar as decisões de tratamento”, referem os responsáveis pelo estudo.

Conheça o estudo aqui.

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