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Médicos Dentistas

Setor da medicina dentária reage ao surto de coronavírus

Setor da medicina dentária reage ao surto de coronavírus

O coronavírus tem dominado as notícias um pouco por todo o mundo. De acordo com a última atualização do Guardian, já existem mais de 43 mil casos por todo o mundo e mais de mil mortes, o que fez com que várias associações e organizações do setor da medicina dentária reagissem ao surto, através da divulgação de alguns conselhos sobre o que os profissionais de medicina dentária podem fazer para ajudar a limitar a transmissão do vírus.

Este coronavírus, em particular, foi identificado em dezembro de 2019 em Wuhan, uma das maiores cidades da China, onde se acredita ter sido contraído pela primeira num mercado de animais vivos. A Organização Mundial de Saúde declarou, entretanto, o estado de Emergência de Saúde Pública Global devido à gravidade do surto.

O coronavírus é considerado altamente infecioso e o número de casos confirmados continua a aumentar.

“É muito, muito transmissível e quase certamente será uma pandemia”, disse Anthony S. Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infeciosas dos EUA, citado pelo Dental Tribune International.

Desde o surto, inúmeros órgãos nacionais de saúde divulgaram recomendações relacionadas com o coronavírus para os profissionais de medicina dentária e médicos.

A Public Health England criou uma página na Internet que, entre outras recomendações, sugere isolar e não examinar fisicamente quaisquer pacientes que sejam suspeitos de terem contraído o vírus. Já a Australian Dental Association apoiou o uso de medidas de controlo de infeções e de higiene nas clínicas dentárias.

A equipa responsável pela IDEM – International Dental Exhibition and Meeting, em Singapura, garantiu aos participantes e expositores que o evento ainda se irá realizar entre 24 a 26 de abril de 2020. “Continuamos a acompanhar de perto os desenvolvimentos relativos ao coronavírus e vamos pôr em prática medidas de precaução no IDEM”, escreveram os organizadores num e-mail.

A FDI – World Dental Federation, que deverá realizar seu congresso anual em Xangai, na China, em setembro, também emitiu um comunicado: “A segurança de todos aqueles que participam do Congresso Mundial da FDI é sempre a nossa principal preocupação”, afirmou a FDI, acrescentando que continua “a monitorizar os desenvolvimentos na China” e que está “em contacto com parceiros locais para avaliar a situação diariamente”. A FDI avançou também que o congresso deverá ocorrer como planeado, pois antecipa “que a situação estará sob controlo até lá”.

Os efeitos do coronavírus Wuhan também se estão a fazer sentir em algumas das maiores empresas da indústria da saúde oral. De acordo com o Dental Tribune International, o fabricante de alinhadores ortodônticos Align anunciou que espera uma quebra de entre 20 000 a 25 000 casos de Invisalign na China no primeiro trimestre de 2020 devido ao surto do vírus. Além disto, as paragens de produção nas fábricas chinesas da Align devem ter repercussões de cerca de três a quatro milhões de dólares.