Saúde Oral

Secretário de Estado Adjunto e da Saúde defende seguro complementar público para saúde oral

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, defendeu este fim de semana, em entrevista ao jornal Público, a criação de um seguro complementar público para a saúde oral e aquisição de óculos e próteses. Outra das medidas propostas por Francisco Ramos foi a diminuição dos benefícios fiscais na área da saúde, com um decréscimo das deduções das despesas de saúde em sede de IRS dos atuais 15% para apenas 5%, o que permitiria um encaixe de 300 milhões de euros, que seria utilizado para financiar o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“O SNS existe há 40 anos, o que está escrito é que é para todos os portugueses, que é geral, cobre todos os cuidados e tendencialmente gratuito. Mas há um conjunto de cuidados que o SNS não consegue assegurar, desde a saúde oral, óculos, próteses auditivas. Não há nenhuma tradição de oferta pública nestas áreas. A minha proposta é que se discuta um meio alternativo de financiar estes atos”, disse o secretário de Estado.

Francisco Ramos defendeu ainda que o modelo de seguro complementar público não está apenas ao alcance de cidadãos com capacidade económica, sublinhando que já é aplicado noutros países europeus: “Por exemplo, 85% dos franceses têm seguros complementares”, afirmou.