Redes Sociais

Qual o perigo dos grupos fechados das redes sociais na disseminação de informação de saúde?

Qual o perigo dos grupos fechados das redes sociais na disseminação de informação de saúde?

Um médico dentista juntou-se recentemente a um grupo privado no Facebook para participar num debate sobre periodontite, partilhando alguns dados sobre um dos seus pacientes. Essa publicação acabou por ser vista pela filha do paciente, que não tinha dado autorização prévia para que os seus dados fossem partilhados num fórum público. A história é descrita pelo site Dentistry.co.uk e serve para ilustrar os perigos da partilha de informação de saúde em redes sociais e respetivos grupos ‘fechados’.

“Muitos profissionais de medicina dentária usam redes sociais e grupos de redes sociais que não são acessíveis ao público para partilhar e encontrar informação. Contudo, devem lembrar-se que muitos grupos de redes sociais, mesmo aqueles fechados para profissionais, podem ser acedidos por membros do público em geral”, alerta a publicação.

O site alerta ainda que “é possível que alguém do grupo faça print screen de um post para o partilhar noutro fórum. Os comentários podem ser lidos fora de contexto ou mal-entendidos e é fácil ofender, mesmo que inadvertidamente”.

A publicação termina referindo que é importante que os profissionais de medicina dentária não se esqueçam de pedir o consentimento dos seus pacientes antes de partilharem qualquer tipo de informação sobre o seu caso clínico.

“Se estiver a partilhar informação anónima do paciente, deve tomar todas as precauções para garantir que o paciente não pode ser identificado. Embora pequenas informações possam não quebrar a confidencialidade, várias pequenas informações publicadas online podem ser o suficiente para identificar um paciente”, conclui.