Projecto em Iowa já assistiu mais de 3.000 crianças e jovens incapacitados

Projecto em Iowa já assistiu mais de 3.000 crianças e jovens incapacitados

O programa norte-americano, de âmbito estadual, denominado Programa de Cuidados Dentários para Pessoas Incapacitadas, já ajudou no tratamento dentário de mais de 3.000 crianças e jovens adultos, noticiou, no dia 11 de Abril, o “Iowa City Press-Citizen».

«É um programa que combate a carência financeira de famílias», afirmou Gayle Gilbaugh, uma associada do programa e higienista dentária pediátrica.
Inaugurado em 1983, o programa é administrado pelo Departamento de Dentisteria Pediátrica, da Faculdade de Dentisteria da Universidade de Iowa, pelo Centro de Incapacidades e Desenvolvimento da mesma universidade, e pelo Departamento de Saúde Pública de Iowa.
Os requerimentos necessários para integrar o programa assentam na obrigatoriedade dos jovens, com idades inferiores a 21 anos, serem residentes em Iowa e provenientes de famílias carenciadas.
Gilbaugh esclareceu, no entanto, que algumas famílias integrantes do programa possuem os pais empregados, alguns com direito a seguro de saúde, mas que não têm direito a um seguro dentário.
Os pacientes com todos os tipos de deficiências são possíveis candidatos, sejam elas físicas, emocionais ou de desenvolvimento.
O Programa de Cuidados Dentários para Pessoas Incapacitadas pode providenciar, por paciente, mais de 300 dólares por ano para tratamentos dentários, dependendo da dimensão da necessidade. Contudo, o programa não financia tratamentos ortodônticos, nem visitas ao hospital para tratamento dentário que requeiram anestesia geral ou extensivos procedimentos cosméticos.
Josh Hegwood, com 12 anos de idade, é um bom exemplo do sucesso deste programa. Josh foi diagnosticado com o Síndrome de Williams e, no primeiro ano de idade, foi submetido a uma cirurgia ao coração. «[Josh] tem grandes dificuldades em consultar um médico dentista, devido à situação do seu coração», contou ao “Iowa City Press-Citizen” o pai, Jody Hegwood.
Para resolver este problema, Hegwood decidiu levar Josh ao Centro de Incapacidades e Desenvolvimento, da Universidade de Iowa.
«Ajudou-me bastante. O seguro de saúde é extremamente caro para o Josh», considerou Hegwood. Desde aí, Josh nunca mais teve problemas em consultar um médico dentista.
Por norma, «os pacientes tomam conhecimento do programa através de enfermeiras a exercer profissão em escolas e através de agências educacionais em Iowa», explicou Gilbaugh.
O procedimento é simples: as famílias entram em contacto com Gilbaugh, que, posteriormente, procura um médico dentista a exercer próximo da família em questão.
Além do trabalho que desenvolve na clínica dentária do Centro de Incapacidades e Desenvolvimento, Gilbaugh dirige um seminário para todos os estudantes universitários de Medicina Dentária da Faculdade de Dentisteria da Universidade de Iowa, sobre algumas formas de lidar com este género de pacientes, no âmbito da Medicina Dentária.
Por exemplo, para algumas crianças com autismo, o som pode ser bastante perturbador, tornando-se necessário desligar a rádio ou a televisão durante o tratamento dentário.
Segundo Gilbaugh, o programa atende cerca de 80 pacientes por ano. Contudo, afirma ainda que tenta, de forma constante, direccionar outras famílias para outros programas que possam ajudá-las, porque o Programa de Cuidados Dentários para Pessoas com Deficiências é limitado no que toca ao tipo de ajuda que providencia.