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Profissões na área da saúde continuam com procura entre os jovens

Apesar do elevado grau de stresse e dos vários casos de burnout associados às profissões da área da saúde, esta continua a ser área preferencial das mulheres jovens para trabalhar, revela o estudo Empregos de Sonho: As aspirações de carreira e o futuro do trabalho entre os adolescentes, realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Considerando as respostas de 41 países, o estudo indicou que cerca de 15,6% das raparigas pretende seguir uma profissão na área da saúde, ensino ou gestão de empresas, enquanto os rapazes querem áreas das ciências e engenharia. O top de “profissões de sonho” apresenta empregos no campo da engenharia (7,7%), seguindo-se gestão de empresas e a área da saúde.

O estudo, que teve como base as respostas de meio milhões de jovens (incluindo portugueses), revelou que a concentração nas mesmas profissões tem vindo a aumentar. Entre 2010 e 2018, mais jovens têm escolhido as mesmas opções de carreira, o que se resume a uma lista de dez áreas para 53% das raparigas e 47% dos rapazes.

Em Portugal, mais de metade dos adolescentes portugueses optam pelos mesmos ramos, nomeadamente 58% dos rapazes e 54% das raparigas. No plano internacional, um grande número de jovens escolhe carreiras que exigem qualificações académicas para as quais não querem obter qualificação.

O relatório alerta que esta concentração de empregos pode representar falta de conhecimento do mercado de trabalho e falta de orientação profissional, e que o emprego que os jovens querem ter quando chegarem à vida adulta não é compatível com suas as habilitações académicas. Outro dos fatores é que há uma tendência para a procura de trabalhos em risco de desaparecer.