Problemas sociais e psicológicos associados à perda dentária

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A extracção de cerca de 20 milhões dentes, todos os anos, representa para muitos indivíduos problemas sociais e psicológicos. Para combater esta situação, a médica Asuman Kiyak dirigiu um curso, durante a reunião a 56ª reunião anual da Academy of General Dentistry’s (ADG), que decorreu entre 16 e 20 de Julho, em Orlando, nos Estados Unidos.

O curso em causa tinha por finalidade alertar para as questões psicológicas associadas à perda dentária e explicar de que forma esta perda pode afectar a qualidade de vida dos indivíduos.
No curso “Enhancing the Oral Health and Quality of Life for Partially Edentulous or Fully Edentulous Patients: The Importance of Communication”, Kiyak revelou os efeitos pós-traumáticos que um paciente enfrenta após a perda de um dente e divulgou algumas das formas como um médico pode comunicar com um paciente para ajudá-lo a compreender as diversas opções de restauração e a ultrapassar o problema.
«O maior impacto da perda dentária verifica-se na aparência e nas relações sociais, componentes da qualidade de vida, porque as pessoas não podem mudar a sua aparência com um dente em falta», explicou Kiyak.
De acordo com um estudo recente, efectuado a cerca de 20 mil membros da AGD, mais de 86% dos médicos dentistas reportaram que o embaraço social é um dos maiores problemas associados à perda dentária e que, por conseguinte, mais de metade daqueles pacientes evitam interacções sociais.
«Um sorriso bonito pode (…) aumentar a auto-estima e a confiança de uma pessoa, bem como melhorar a sua saúde geral», garantiu a porta-voz da AGD, Laura Murcko.