Póster

Porque é que as meninas têm mais cáries? A diferença está na microbiota oral

Apesar de as mulheres terem maior incidência de cáries dentárias do que os homens, não se sabia até hoje se essa propensão se verificava na infância. Agora, um póster apresentado por Stephanie Ortiz, da Universidade de Ciência e Saúde do Oregon, em Portland, nos Estados Unidos da América, no passado dia 21 de junho, veio revelar as diferenças de cada sexo em relação aos micro-organismos encontrados na saliva das crianças e comummente associados a cáries.

Intitulado Gender-specific diferences in the salivary microbiome of caries-active children, o póster baseia-se numa investigação para a qual se recorreu à saliva de 85 crianças (41 rapazes e 44 raparigas), com idades entre os 2 e os 14 anos. A investigadora isolou então o ADN microbiano dos indivíduos e encontrou diferenças relevantes na microbiota oral dos meninos e meninas com cáries ativas.

Micro-organismos como Actinobaculum, Atopobium, Aggregatibacter, Streptococcus, Actin obaculum, entre outros, todos associados à presença de cáries dentárias, estavam muito mais presentes na microbiota das meninas com cáries ativas do que na dos meninos. De acordo com o póster, isto indica que estes micro-organismos podem ter um papel mais significativo no ambiente microbiano cariogénico das meninas.