OMD

Orlando Monteiro publica carta de despedida da OMD

Bastonário da OMD insiste em maior aposta na prevenção e volta a pedir alargamento do cheque-dentista

No momento em que está prestes a deixar a presidência da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), depois da eleição de Miguel Pavão como novo bastonário da OMD, Orlando Monteiro da Silva publicou uma carta de despedida no seu site, na qual faz um balanço sobre os últimos 20 anos, durante os quais desempenhou a respetiva função, servindo cinco mandatos consecutivos.

Entre as várias considerações, o ainda bastonário evidencia o trabalho desenvolvido ao “aumentar a acessibilidade da população à saúde oral de 15% em 2001 para mais de 60%”, fez referência ao “programa do cheque-dentista, financiado pelo Governo português”, através do qual “3,5 milhões de portugueses puderam ter acesso a cuidados dentários”; bem como à “integração de cerca de 120 dentistas no Sistema Nacional de Saúde Português”, um número que Orlando Monteiro da Silva prevê “aumentar para mais de 300 nos próximos três anos, num conceito de Cobertura Universal de Saúde”.

Orlando Monteiro da Silva destacou ainda o combate à “taxa anteriormente elevada de exercício ilegal da profissão”, a licença e certificação de todas as clínicas dentárias, a “criação de um Observatório de Saúde Oral, através do qual foi possível estudar e promover tanto a profissão como a saúde oral”, entre outros.

“Durante este período, conseguimos inquestionavelmente projetar eficazmente a nossa profissão e torná-la relevante tanto aos olhos da sociedade em geral como ao nível das plataformas públicas de decisão”, refere na carta.

“Parto, portanto, com grande orgulho nesta viagem coletiva, e total convicção de ter servido a Ordem dos Médicos Dentistas e a profissão o melhor que pude, e, sobretudo, com uma consciência limpa de realização durante o meu tempo de serviço”, acrescenta.

Orlando Monteiro da Silva conclui dirigindo-se ao seu sucessor, Miguel Pavão, e a todos os membros da sua equipa, desejando “o maior sucesso para o mandato que está prestes a começar” e declarando a sua “total disponibilidade para colaborar com ele” e com a OMD.