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OMD reivindica cheque-dentista para situações urgentes

OMD reconhece excelência do trabalho realizado nos Açores

A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) vai publicar este sábado uma carta aberta aos candidatos a deputados à Assembleia da República a alertar para “a reiterada ausência de soluções de medicina dentária no Serviço Nacional de Saúde e para a dificuldade da população, sobretudo da mais desfavorecida, em aceder a cuidados de saúde oral.” Nesta carta, a OMD reivindica a criação de um cheque-dentista de urgência para responder a situações agudas e o alargamento do programa se saúde oral a todos os jovens até aos 18 anos.

Num comunicado enviado esta semana às redações, a Ordem dos Médicos Dentistas manifesta-se totalmente disponível para “encontrar soluções que corrijam os problemas atuais”.

O bastonário da OMD, Orlando Monteiro da Silva, que assina a carta, sublinha que existe “uma visão, profundamente errada, que separa a saúde oral da saúde no seu todo e acarreta enormes custos para os indivíduos, mas também para o Estado. Nomeadamente em termos de saúde pública, absentismo laboral e escolar, afetação das funções da mastigação, fala, autoestima, interação social, estética, de entre muitas outras que realizamos através da boca, dentes, maxilares e estruturas anexas. É de há muito referenciada pela Organização Mundial da Saúde a relação entre a saúde oral e a saúde em geral. Particularmente entre a cárie dentária, a doença periodontal (das gengivas) e as doenças crónicas, como diabetes, doenças cérebro vasculares, doenças respiratórias e cancro.”

 

Justificando-se com a dificuldade que a população mais desfavorecida tem em aceder a um dentista, a Ordem dos Médicos Dentistas defende a criação de um cheque-dentista de urgência que poderia vir a ser disponibilizado em consultórios aderentes de forma “dar resposta às situações recorrentes de dor e trauma dentário”.

A OMD considera ainda que seria uma boa medida alargar o cheque-dentista a todos os jovens até aos 18 anos e a pessoas com diabetes. Atualmente, o Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral abrange crianças e jovens que frequentam as escolas públicas aos 7, 10, 13 e 15 anos, grávidas seguidas nos serviços públicos, idosos que recebem o complemento solidário para idosos e portadores de HIV.

 
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