Saúde Oral

OMD quer cheques-dentista para urgências

OMD quer cheques-dentista para urgências

Com as próximas legislativas a realizarem-se em outubro, a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) apela aos partidos políticos que criem medidas que garantam o acesso a cuidados de saúde oral para todos os portugueses. Um dos pedidos da OMD é a criação de um cheque-dentista para urgências e a integração da medicina dentária nas consultas de medicina do trabalho.

Na carta aberta que a Ordem dos Médicos Dentistas publicará no dia 7 de setembro, os representantes dos dentistas lembram que 70% dos portugueses têm falta de dentes e que, destes, 55% não têm que os substitua. A OMD considera, por isso, que é fundamental “aumentar a acessibilidade da população à medicina dentária”.

Em comunicado, a OMD diz ainda que “é necessária uma resposta integrada em termos de saúde pública no plano preventivo, nomeadamente através do alargamento do cheque-dentista a partir dos dois anos e aos desdentados totais, permitindo a reabilitação com próteses dentárias e a criação de um cheque-dentista ‘urgência’ para dar resposta às situações de dor e trauma dentário”.

Além disso, a ordem que representa os dentistas sugere que sejam criados benefícios fiscais no acesso a cuidados de saúde oral e próteses dentárias, e que sejam implementados mecanismos de comparticipação para consultas, tratamentos e reabilitação, à semelhança do que já acontece nos Sistemas Regionais de Saúde dos Açores e da Madeira.  “Para assegurar a cobertura de todos os trabalhadores, a OMD recomenda a integração da medicina dentária na medicina do trabalho”, acrescenta.

Orlando Monteiro da Silva, bastonário da OMD, diz também que “uma política que separa a saúde oral da saúde no seu todo acarreta enormes custos para os indivíduos, mas também para o Estado. Isto numa altura em que paradoxalmente dispomos em Portugal de uma medicina dentária que atingiu um nível científico e profissional que a coloca a par das mais evoluídas do mundo”.

O bastonário acrescenta ainda “o pedido fundamental para adequar a formação em medicina dentária, uma das mais onerosas para a sociedade, às necessidades efetivas reais do país. Acredito que com a contribuição dos ministérios da Saúde, da Educação e das faculdades evitaríamos que se formem médicos dentistas sem ter em conta a empregabilidade que Portugal oferece no setor privado, onde exercem cerca de 97% dos médicos dentistas, tendo em conta também que a oferta de emprego pública no SNS para médicos dentistas é ainda incipiente e precária”.