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Nova técnica permite reduzir tempo de espera relativo à implantação de novas peças dentárias

Nova técnica permite reduzir tempo de espera relativo à implantação de novas peças dentárias

Uma nova técnica reduz de seis para duas semanas o tempo de espera para implantar novas peças dentárias. A descoberta foi possível através da utilização da hormona de crescimento em Implantologia Oral, que permitiu regenerar o osso e acelerar a integração entre a base óssea e o implante dentário.

Noticiado pelo “Alpha Galileo”, este avanço é resultado da investigação da tese de doutoramento “Hormona de crescimento e osteointegração na cavidade oral”, conduzida por Cecília Vander Worf Úbeda e dirigida pelos professores António Cutando Soriano e Gerardo Moreno, da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Granada.
«O sucesso de um implante dentário assenta na união firme, estável e duradoura entre o substrato ósseo e a coroa que se constrói sobre ele e que se denomina de restauração protésica. E é, precisamente, o que consegue esta investigação que, por outro lado, melhora a qualidade de vida dos pacientes, ao diminuir os períodos de espera para receber a nova peça dentária», explicou o professor Cutando Soriano.
Os trabalhos de investigação duraram três anos e seguiram uma metodologia aplicada a 13 cães, após aprovação do Comité de Ética, da Universidade de Granada.
A investigação de Worf obteve uma boa e acelerada bio-integração, que «consiste na união bioquímica directa entre o osso vivo e a superfície do implante, demonstrável através de um exame microscópico electrónico, independentemente de qualquer mecanismo mecânico de inter-união».
A osteointegração requer a formação de osso novo ao redor do implante, processo resultante da remodelação no interior do tecido ósseo. «O processo é iniciado pelos osteoclastos, as células responsáveis pela reabsorção da zona necrótica originada durante a preparação do receptor ósseo. Junto a eles, a neoformação vascular aportará os elementos celulares, os osteoblastos, que criarão o novo osso capaz de interagir com a capa de óxido de titânio do implante, para integrar biologicamente o mesmo», referiu a autora da tese.

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