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Ministra da Saúde reconhece falhas no serviço público e atrasos na reforma

Ministra de Saúde inaugura urgência pediátrica do Porto

A ministra da Saúde reconheceu ontem, no Parlamento, que o sistema de saúde público apresenta falhas e sérios riscos de ficar exangue de profissionais devido à concorrência dos privados, admitindo também a demora da reforma dos cuidados primários e as resultantes injustiças para os cidadãos.

Aumentam as alternativas privadas, «financeiramente mais atractivas para os médicos, enquanto permanece a indefinição do seu futuro profissional» no público, considerou Ana Jorge, citada pelo “Jornal de Notícias”, reagindo, ao Relatório da Primavera do Observatório Português dos Sistemas de Saúde.
Neste sentido, a ministra apresentou algumas soluções, nomeadamente, a identificação e atracção de estudantes portugueses no estrangeiro e na contratação de estrangeiros, enquanto não se formarem médicos suficientes em Portugal.
Também a reorganização da actividade hospitalar através da criação de centros de responsabilidade e a actualização «em estudo» das carreiras médicas foram outras propostas enunciadas por Ana Jorge.

Maternidades privadas têm até ao final do ano para cumprir requisitos de qualidade
O Ministério da Saúde concedeu o período de seis meses para as maternidades privadas e do sector social cumprirem os urgentes requisitos de qualidade.
A medida surge após a divulgação de um relatório da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) que encontrou «casos em que as normas não são respeitadas» em 25 unidades privadas com blocos de parte.
Neste sentido, Ana Jorge já ameaçou que, caso não cumpram aqueles critérios, «serão tomadas as medidas correspondentes».
Contudo, o IGAS continua à espera de regulamentação que lhe permita punir os privados e respectivos profissionais.
De acordo com a ministra, já foi nomeado um grupo de especialistas para definir as condições de qualidade das maternidades, que poderão ser diferentes das que foram impostas no público.
A tutela recusou-se a divulgar os resultados do relatório, argumentando que só o farão depois dos visados serem notificados. De acordo com a “SIC”, o relatório revela que existem blocos de parto a funcionar sem anestesistas nem neonatologistas.

 

 

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