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Ministra da Saúde apresenta Plano Nacional de Doenças Oncológicas

Ministra da Saúde apresenta Plano Nacional de Doenças Oncológicas

No Plano Nacional de Prevenção e Controlo das Doenças Oncológicas (PNPCDO) 2007/2010, apresentado ontem por Ana Jorge durante a reunião plenária da Assembleia da Republica sobre Saúde, estão contempladas, além de muitas acções que visam melhorar a qualidade de vida e a satisfação dos doentes com os cuidados prestados, a renovação de equipamentos de radioterapia por este ser «insuficiente e obsoleto».

A elaboração de um Plano Nacional de Prevenção e Controlo das Doenças Oncológicas corresponde à necessidade de estabelecer uma estratégia global de acção nas diferentes áreas relacionadas com a prevenção e tratamento de cancro de forma a obter maior qualidade e equidade de cuidados, indica o Portal do Ministério da Saúde.
Mas, de acordo com o “Diário de Notícias”, Portugal não dispõe de equipamentos suficientes de radioterapia e os que existem são demasiado obsoletos para dar resposta às actuais necessidades, admitiu a alta comissária para a Saúde, Maria do Céu Machado, tratando-se de um diagnóstico que foi igualmente confirmado pela ministra da Saúde. Face a esta situação, e no âmbito do PNPCDO, o Governo terá de aumentar 50% o número de máquinas e renovar as unidades envelhecidas existentes em Portugal. Este reforço na área de tratamento que afecta 60% dos doentes, será concretizado até 2010 e até ao final deste ano terá de ser divulgado um plano de acção concreto.
Maria do Céu Machado explicou um dos problemas relacionados com este tipo de equipamentos é «o rácio de equipamentos por habitantes que está desadequado». Actualmente, existem «cerca de quatro equipamentos por milhões de habitantes, mas o objectivo é atingir as seis estipuladas a nível europeu», acrescentou Pedro Pimentel, coordenador nacional para as doenças oncológicas. Além deste reforço serão renovadas as unidades envelhecidas no país, ou seja, aquelas que tiverem mais de dez anos. Isabel Grillo, do colégio de radioterapia da Ordem dos Médicos, admitiu que «pelo menos 30% das unidades precisam de ser modificadas, visto que tem sido feito um esforço de remodelação nos últimos anos».
Após atrasos sucessivos e de estudos que envolveram o anterior coordenador para a área oncológica, Joaquim Gouveia, a Rede de Referenciação em Oncologia deverá ser posta no terreno em 2010.

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