Saúde

Millennials norte-americanos já não recorrem a médicos de família

Millennials norte-americanos já não recorrem a médicos de família

45% dos jovens norte-americanos entre os 18 e os 29 anos de idade não têm médico de família. A conclusão é de um estudo do Employee Benefit Research Institute, que indica que os Millennials preferem “conveniência, serviços rápidos, conectividade e transparência nos preços” e, por isso, optam por redes de clínicas que funcionam como cadeias de retalho ou serviços de telemedicina, que prestam aconselhamento sem que seja preciso sair de casa.

O site Kaiser Health News cita Calvin Brown, jovem de 23 anos, que refere que “o fenómeno de ir ao médico é algo que está a desparecer na nossa geração. Isso significa metermo-nos num carro e ir para uma sala de espera”. O jovem norte-americano explica ainda que recorrer a um serviço de urgência tem um custo de cerca de 40 dólares, mas “é mais conveniente, como speed dating. Os serviços são mais rápidos”.

O estudo do Employee Benefit Research Institute revela ainda que 33% dos Millennials não têm médico de família, uma percentagem superior à registada na população entre os 50 e os 64 anos, em que apenas 15% reportam não ter médico de família.

Os números revelam ainda que os utentes desta geração têm maiores probabilidades de recorrerem a serviços de telemedicina do que os Baby Boomers (40% vs 19%), assim como de pesquisarem opções de tratamento e de clínicas, verificando dados como a taxa de satisfação de outros pacientes (51% vs 31%).