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Médicos dentistas optam por cuidados de saúde oral mais acessíveis para contornar crise

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A Medicina Dentária não escapa à crise económica que afecta o país, pelo que muitas clínicas dentárias estão a praticar preços mais acessíveis e até já existem cuidados gratuitos. Os mais de cinco mil médicos dentistas no mercado culpabilizam o excesso de faculdades, partilhando a ideia manifestada pelo bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), revelou o “Expresso”.

«Os cuidados dentários económicos são comercializados na forma de seguros de saúde oral», que aliciam os beneficiários com os “saldos” e os profissionais com uma rede de clientes, noticiou o referido semanário.
A OMD garante que estas apólices são ilegais e entregou, no dia 27 de Junho, documentos a denunciar esta situação a várias entidades do sector, nomeadamente, Entidade Reguladora da Saúde, Instituto de Seguros de Portugal, Provedoria de Justiça e DECO.
«Estes produtos não constituem um seguro porque o promotor não assume riscos, não há franquia nem período de carência, não é feita nenhuma comparticipação directa de qualquer tratamento, é omitida informação relevante e insinuados serviços e condições que não correspondem à verdade e até é dada garantia de tratamento, o que é manifestamente impossível e ilegal», referiu o bastonário da OMD, Orlando Monteiro da Silva.
«Se pudesse nunca trabalharia com estes seguros porque têm uma base promíscua mas preciso deles para sobreviver no mercado, com concorrência desleal. O doente é que sai prejudicado porque para o dentista é compensatório fechar os olhos a algumas coisas», reconheceu um dos vários especialistas na “rede” ao “Expresso”, sob anonimato.
Entrevistados pelo jornal, os prestadores mais importantes no mercado e que fornecem serviços às várias seguradoras reafirmaram as vantagens destas apólices. «Os seguros estão a aproveitar-se porque não temos alternativa, só trabalhamos no privado», contou outra médica dentista.
A realidade é que o número de pacientes não chega para os 5.693 médicos dentistas no activo em Portugal e todos são unânimes ao atribuir culpas ao excessivo número de faculdades e de recém-licenciados que todos os anos ingressam no mercado.
O responsável pela classe já anunciou várias medidas para contornar o problema e que passam, sobretudo, pela imposição de um exame de admissão à OMD, o encerramento de faculdades e a redução das vagas em 10% nos próximos cinco anos.

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