Saúde Oral

Má saúde oral pode originar complicações cardíacas

Má saúde oral pode originar complicações cardíacas

A importância de uma boa saúde para a saúde em geral é um facto consumado e de acordo com Ricardo Faria Almeida, médico dentista da Associação Best Quality Dental Centers (BQDC), é importante que os pacientes tenham consciência da influência que uma má saúde oral pode ter nas doenças cardíacas. Este alerta surge a dias de se assinalar o Dia Mundial do Coração, este sábado (29 de setembro).

“Os pacientes que já sofrem determinada patologia cardíaca e que não cuidam da sua saúde oral apresentam elevado risco de desenvolver endocardites bacterianas, por contaminação de bactérias através do sangue. Ainda assim o que vem merecendo maior destaque ultimamente não é a situação aguda em si porque pode ser revertida, mas a influência que a perpetuação de infecções e inflamações crónicas na cavidade oral pode ter no desenvolvimento da doença inflamatória crónica, com a chamada ativação endotelial vascular”, explica.

Já vários estudos conseguiram demonstrar que existe um associação direta entre a doença periodontal e as doenças cardiovasculares no geral, sobretudo, por causa dos “níveis de marcadores pró-inflamatórios, reconhecidos indicadores de risco para as Doenças Cardiovasculares”, principalmente na doença coronária, “onde já se observou, em amostragem, um aumento de 25% no risco de doença coronária em pacientes com periodontite”, acrescenta ainda Ricardo Faria Almeida.

“É necessário estar atento às doenças cardiovasculares mas estas não são as únicas que estabelecem relação com problemas orais, podendo ainda ocorrer outros problemas tais como a Diabetes Mellitus, partos prematuros, bebés com baixo peso à nascença entre outras. O corpo humano é um todo e a saúde deve ser entendida como a necessidade de cuidar esse todo, não somente os órgãos vitais. Devemos por isso, e no que à saúde oral diz respeito, consultar o médico dentista não com o objetivo único de tratar mas também de prevenir e evitar a necessidade de tratamento, porque se o fizermos evitamos seguramente males maiores, quer sejam cardiovasculares ou outros.”