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Lançado programa de aconselhamento sobre polimedicação

Lançado programa de aconselhamento sobre polimedicação

Os idosos portugueses tomam em média sete medicamentos por dia, um número que preocupa a responsável do primeiro programa de aconselhamento sobre polimedicação em Portugal. Supervisionar o consumo simultâneo de vários fármacos e diminuir a incidência das complicações inerentes ao problema da polimedicação são os principais objectivos da iniciativa MaisCinco, lançada ontem.

De acordo com o press release emitido, o projecto, denominado MaisCinco por se considerar polimedicação a toma de cinco ou mais medicamentos, e desenvolvido por médicos e farmacêuticos, pretende assegurar a vigilância dos doentes através de consultas médicas de revisão terapêutica, intituladas “Consultas Verdes”.
Nessas consultas médicas, os doentes apresentam todos os produtos consumidos (medicamentos, produtos da medicina complementar e suplementos naturais) e é feita uma análise da associação das substâncias.
Além disso, os doentes contam com o apoio personalizado dos farmacêuticos que garantem uma informação actualizada sobre todos os medicamentos tomados e as patologias adjacentes
O programa disponibiliza, ainda, um site na Internet (www.maiscinco.com), com informação clínica e farmacológica, e uma linha telefónica para triagem de doentes que possam beneficiar das “consultas verdes”.
«Muitos seniores em Portugal tomam fármacos prescritos por médicos, em conjunto com medicamentos não sujeitos a receita médica, suplementos dietéticos e produtos naturais. Esta combinação é, na maior parte das vezes, potencialmente prejudicial, podendo provocar, nos casos mais graves, a morte», alerta a farmacêutica Joana Palhares.
Para a responsável pelo programa existe uma situação de descontrolo farmacoterapêutico e lembra um estudo da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa que indica que os idosos tomam, em média, sete medicamentos diários, sendo os doentes seniores o principal público-alvo.
Já em funcionamento, esta iniciativa pretende ainda despertar as autoridades para a necessidade de divulgar as estatísticas sobre as complicações relativas à polimedicação, como forma de sensibilizar todos os técnicos de saúde e os próprios doentes para esta realidade.

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