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Investigadores usam osso do próprio paciente para acelerar ortodontia

Investigadores usam osso do próprio paciente para acelerar ortodontia

Segundo o “Newswise”, investigadores da University of Southern California (USC) School of Dentistry apuraram um procedimento cirúrgico, desenvolvido pelo médico periodontista Tom Wilcko, através do qual se torna possível endireitar, em apenas alguns meses, a dentição desalinhada, usando o enxertos do próprio osso dos pacientes, ao invés de materiais artificiais ou bovinos.

Dirigidos pelo director da USC School of Dentistry and Advanced Education in Periodontology program, Hessam Nowzari, os investigadores publicaram o primeiro case study sobre o êxito na utilização de material do próprio osso do paciente na realização de enxertos para uso na aceleração dos procedimentos cirúrgicos ortodônticos. O estudo foi publicado na edição de Maio deste mês do “Compendium of Continuing Education in Dentistry”.
A ortodontia acelerada está a ganhar cada vez mais popularidade, por permitir aos pacientes, sobretudo aos adultos que já possuem ossos maduros, diminuir o tempo necessário para alinhar a dentição.
Os médicos dentistas da USC empregaram um procedimento conhecido por “Periodontally Accelerated Osteogenic Orthodontics” (PAOO), que utiliza instrumentos especiais para marcar o osso que segura o dente e depois aplica o enxerto ósseo acima do sulco. O procedimento é realizado com recurso a anestesia local no consultório dentário.
À medida que o osso começa a sarar, ele amolece levemente, permitindo alinhar o dente através dos aparelhos ortodônticos em apenas poucos meses. No caso da ortodontia tradicional, o mesmo processo demora alguns anos. Nowzari e a sua equipa sempre acreditaram na possibilidade de melhorar esta técnica, beneficiando do próprio osso do paciente em vez de ossos bovinos ou artificiais.
Esta opção «encoraja a formação de osso novo e saudável na área enxertada», afirmou o médico dentista, salientando ser uma técnica «bastante segura e [que] elimina o risco de transmissão de doenças».

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