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Investigadores sublinham perigos associados a piercings orais

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Os piercings são, cada vez mais, uma escolha entre esta camada jovem, apesar dos vários alertas que têm sido lançados por diversos profissionais de saúde oral quanto à sua colocação. Um dos casos recentes reporta a investigadores da Tel Aviv University que, mais uma vez, salientaram os perigos associados aos piercings orais.

O médico dentista Liran Levin, do Departamento de Reabilitação Oral da Faculdade de Medicina Dentária daquela universidade revelou que entre 15 a 20% dos adolescentes com piercings orais apresentam um elevado risco de fractura dentária e de gengivite, dois problemas que podem originar periodontite e perda dentária prematura.
De facto, os elevados níveis de fracturas devido à colocação de piercings orais não se verificam noutros grupos etários e casos de graves problemas periodontais em adolescentes sem piercings orais são relativamente raros, contou Levin, que conduziu um estudo com colegas de profissão do Exército israelita – os médicos dentistas Yehuda Zadik e Tal Becker.
A investigação inicial foi realizada em 400 jovens, com idades compreendidas entre os 18 e os 19 anos, e cujos resultados foram publicados no jornal “Dental Traumatology”, em 2005. A recente revisão deste estudo, publicada no “American Dental Journal”, em finais do ano passado, é a primeira e a maior a explicar os riscos e as complicações dos piercings orais.
Cerca de 10% do conjunto de adolescentes que vivem em Nova Iorque apresenta algum tipo de piercing oral, em comparação com os 20% em Israel e 3,4,% na Finlândia.
Com efeito, o médico dentista Levin acautela os adolescentes a reflectir melhor sobre as complicações inerentes àquela prática. «Existem complicações a curto prazo associadas aos piercings em baixas percentagens de adolescentes e, em casos raros, um piercing na cavidade oral pode causar a morte», alertou Levin. «O inchaço e a inflamação na área podem provocar um edema que perturba o tracto respiratório».
Durante o estudo realizado em Israel, os investigadores entrevistaram vários adolescentes com ou sem piercings, inquirindo-os sobre a sua saúde oral, o conhecimento sobre os factores de risco associados e a história dos piercings antes de iniciarem os exames clínicos orais.
Ironicamente, e de acordo com Levin, aqueles adolescentes que optaram por fazer um <i>piercing</i> oral mostraram-se bastante preocupados com a sua imagem, mas aparentaram desconhecer os possíveis riscos que a colocação de piercings orais pode acarretar.

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