Investigação

Investigadores recebem bolsa de milhões de euros para estudar defeitos faciais

As fendas palatinas e outros defeitos faciais estão entre os defeitos congénitos mais frequentes. Para compreender melhor este fenómeno, a Universidade do Sul da Califórnia (USC), nos Estados Unidos da América, recebeu recentemente uma bolsa de mais de dez milhões de euros para um projeto que tem como objetivo recolher dados, amostras de ADN e imagens de anomalias da face e da cabeça.

O Instituto Nacional de Investigação Dentária e Craniofacial concedeu uma bolsa de 11,4 milhões de euros a duas faculdades (uma de medicina dentária e outra de engenharia) da USC para o seu projeto FaceBase III Data Management and Integration Hub, que tem como missão colocar em contacto especialistas com conhecimentos nestas áreas para ajudar a melhorar os resultados dos tratamentos.

“Para acelerar a ciência e melhor servir as famílias em risco de terem estas condições, precisamos de uma compreensão abrangente e sistemática de como é que as faces de crianças saudáveis se formam e do que corre mal para ocorrerem estas malformações comuns”, disse ao Dental Tribune Yang Chai, professor e diretor do Centro de Biologia Molecular Craniofacial.

O projeto vai ter três fases: a primeira teve início em 2009 e focou-se na região média do rosto, que inclui o nariz e a boca, examinando defeitos de desenvolvimento genéticos. A segunda começou cinco anos depois e baseou-se na expansão da base de dados, por forma a incluir outros defeitos genéticos, e também no desenvolvimento do complexo craniofacial. A última fase vai organizar os dados recolhidos, bem como encorajar a partilha de conclusões entre os investigadores.