Nova guia cirúrgica

Investigadores desenvolvem novo protocolo para a colocação de implantes zigomáticos

Um novo estudo editado este mês na publicação científica Compendium investigou um novo protocolo para a colocação de implantes zigomáticos através de uma nova guia cirúrgica.

Os implantes zigomáticos distinguem-se dos convencionais pela sua fixação na “maçã do rosto” e foram desenvolvidos como alternativa para o tratamento de pacientes com atrofia maxilar severa, substituindo o enxerto ósseo.

O novo protocolo, desenvolvido pelos médicos dentistas Marco Rinaldi e Scott D. Ganz, baseia-se em tomografias CT/CBCT com um campo de visão alargado para uma avaliação rigorosa do arco maxilar, por forma a planear os locais de receção dos implantes zigomáticos. Os investigadores fabricaram um novo design de guia cirúrgica com base nas tomografias e uma réplica exata de todo o maxilar e osso zigomático através da tecnologia de impressão 3D. O procedimento permitiu a colocação de dez implantes zigomáticos em quatro pacientes com arcos maxilares edêntulos.

Foi depois avaliado – via software – se a colocação cirúrgica dos implantes correspondia ao planeamento digital que havia sido feito. Os desvios entre a posição planeada e a posição dos implantes variaram entre 2 mm e 3 mm, com desvios de ângulo entre 1,88º e 4,55º.

O estudo, intitulado Computer-guided approach for placement of zygomatic implants: Novel protocol and surgical guide, confirma que a colocação de implantes zigomáticos exige experiência cirúrgica, dada a proximidade de estruturas anatómicas fundamentais. Apesar disso, a nova guia cirúrgica permitiu que o cirurgião tivesse controlo visual do protocolo de perfuração (drilling) e, mais, posicionar a guia perto do ponto de entrada do corpo zigomático ajudou o cirurgião a efetuar a perfuração até perto do ponto de saída, limitando os problemas causados pelo desvio de ângulo.

No abstract, Rinaldi e Ganz concluem: “É essencial reduzir erros e complicações para que os implantes zigomáticos permaneçam uma alternativa de tratamento viável, e encoraja-se a realização de mais pesquisa sobre uma abordagem guiada da sua colocação.”