Investigação

Investigadores descobrem que células humanas podem destruir células cancerígenas

Investigadores descobrem que células humanas podem destruir células cancerígenas

Um grupo de investigadores conseguiu descobrir que as células humanas possuem uma ‘arma’ capaz de levar as células a autodestruírem-se quando se tornam cancerígenas. A descoberta é de cientistas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos da América, que acreditam que este ‘avanço’ pode ajudar a criar um tratamento alternativo à quimioterapia.

De acordo com os investigadores, esta ‘arma secreta’ está incrustada nos ARN, moléculas que codificam as proteínas, e nos microARN, pequenos ARN não codificantes. “Agora que conhecemos o ‘código da morte’, podemos desencadear o mecanismo sem usar a quimioterapia e sem mexer no genoma [toda a informação genética]. Podemos utilizar estes pequenos ARN diretamente, introduzi-los nas células [cancerígenas] e acionar o interruptor para as matar”, explicam os autores do estudo.

Os cientistas acreditam ainda que, desta forma, poderão vir a criar microARN artificiais para matar células cancerígenas “muito mais poderosos” do que os microARN “desenvolvidos pela própria natureza”.

Também recentemente, um grupo de investigadores da Cooperativa de Ensino Superior Politécnico Universitário (CESPU), do Porto, conseguiu descobrir uma nova forma de aumentar a resposta ao tratamento do cancro do pulmão, demonstrando que através da inibição de uma proteína necessária para a divisão das células normais pode conseguir-se que as células cancerígenas se autodestruam.

De acordo com Hassan Bousbaa, um dos autores do estudo, “quando as células de linhas celulares de cancro do pulmão são impedidas de produzir a proteína ‘spindly’, estas passam a responder de forma mais eficiente ao paclitaxel [medicamento frequentemente utilizado em quimioterapia]”.

Leia o estudo agora publicado em detalhe aqui.