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Inteligência Artificial: socorristas dinamarqueses vão ter ajuda de AI para identificar ataques cardíacos

Cada minuto que uma vítima de ataque cardíaco passa sem socorro diminui as probabilidades de sobrevivência em 10%. E reconhecer, através do telefone, um ataque cardíaco quando este está a acontecer é uma das maiores dificuldades daqueles que prestam socorro em serviços de emergência. Por isso mesmo, a Dinamarca começou recentemente a utilizar uma aplicação de Inteligência Artificial que aprende ao longo do tempo e que poderá ajudar a salvar milhares de vidas todos os anos.

A tecnologia, que está a ser utilizada pelos prestadores de socorro do serviço de emergência de Copenhaga, chama-se Corti [1] e é ativada sempre que alguém liga a pedir uma ambulância. A aplicação usa um software de reconhecimento do discurso daqueles que ligam a pedir socorro para transcrever aquilo que é dito e analisa cada palavra para identificar pistas que possam indicar um ataque cardíaco. O prestador de socorro é alertado em tempo real por um bot, que faz o diagnóstico e indica a necessidade de socorrer o paciente.

Os responsáveis pela tecnologia explicam que os prestadores de socorro de Copenhaga com maior experiência conseguem reconhecer um ataque cardíaco através das descrições do paciente por telefone em 73% dos casos. Com esta aplicação de inteligência artificial a taxa de sucesso pode chegar aos 95%.

E desengane-se se pensa que um ‘robot’ nunca conseguirá ‘bater’ a experiência de um profissional com formação. É que a Corti utiliza machine learning para aprender por si própria. Como? A tecnologia analisa todas as chamadas, identifica fatores importantes e vai melhorando à medida que vão ocorrendo mais casos, tornando-se progressivamente mais eficiente, ajudando a salvar mais vidas.

A utilização deste tipo de tecnologias no setor da saúde tem vindo a aumentar todos os anos. Recentemente, uma startup holandesa criou uma aplicação [2] que funciona como uma espécie de base de dados com informação de todos os desfibrilhadores existentes em espaços públicos, permitindo localizar o aparelho mais próximo para salvar a vida de alguém que esteja a sofrer um ataque cardíaco num local público.