Saúde

GS1 Portugal debate impacto das diretivas dos medicamentos falsificados e dos dispositivos médicos

GS1 Portugal debate impacto das diretivas dos medicamentos falsificados e dos dispositivos médicos

A GS1 Portugal realizou esta semana a quinta edição do Seminário de Saúde, encontro que reuniu alguns dos principais operadores do setor e que teve como foco os benefícios da implementação de standards, os desafios legislativos, a adaptação do setor a novas exigências e a evolução tecnológica.

Em comunicado, a GS1 diz que “face às dúvidas relativamente ao timing de implementação das diretivas dos medicamentos falsificados e dos dispositivos médicos, contrapõe-se a necessidade de assegurar um processo proativo que responda eficazmente às atuais preocupações com a realidade da contrafação e a crescente sofisticação em torno da mesma”.

De acordo com a empresa, os dados internacionais apontam para que cerca de 60% dos medicamentos comprados online sejam falsificados, contrafeitos ou não conformes, enquanto 15% do total do mercado será composto por medicamentos falsificados.

Ricardo Valente, diretor-geral da MVO Portugal, que realizou um enquadramento global relativamente à introdução da diretiva dos medicamentos falsificados, revelou que desde que a diretiva está em vigor (9 de fevereiro de 2019), cerca de 88 milhões de embalagens já foram carregadas no repositório nacional.

Já Teresa Carvalho, diretora técnica da Menarini Portugal, apresentou a perspetiva dos laboratórios, e diz que entre os maiores desafios estão “a necessidade de alterações realizadas a equipamentos, locais de produção e métodos de fabrico, a otimização de processos e a resposta a mecanismos burocráticos de validação, no sentido de assegurar a introdução na embalagem do identificador único e do dispositivo de prevenção de adulterações agora exigidos”.

Os hospitais estiveram representados pela voz de Sérgio Quinteiro, da direção de logística e suporte operacional da Luz Saúde, para quem “o cumprimento da diretiva neste contexto apresentou dificuldades iniciais, tais como o tempo reduzido para a sua implementação e a ausência de um papel claro para os hospitais”.

De acordo com a GS1, a preocupação no grupo de saúde passou pelo “desenvolvimento de ações para endereçar o impacto esperado da adoção da diretiva em contexto hospitalar, entre exigências acrescidas para as equipas, um processo logístico mais complexo e demorado, e possíveis constrangimentos de rede e de ligação às bases de dados nacional e europeia”.