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Gripe: Estirpes emergem na Ásia e morrem na América do Sul

Gripe: Estirpes emergem na Ásia e morrem na América do Sul

A Ásia é assumida com o “berço” mundial das novas estirpes de vírus da gripe, que todos os anos vão morrer na América do Sul, depois de atravessarem os outros continentes, revelou um estudo publicado na revista “Science”, que poderá auxiliar as autoridades sanitárias a preparar melhor as vacinas para cada Inverno.

Segundo a equipa de investigação internacional, que foi capaz de descrever ao pormenor como é que o tipo mais comum de vírus da gripe percorre o mundo todos os anos, decifrou que os vírus visitam quase simultaneamente a Europa e os Estados Unidos, citou o “Diário Digital”.
Fora do continente asiático, as estirpes de gripe não parecem ganhar força quando atravessam os outros continentes, assinala a pesquisa.
«Quando os vírus deixam aquela região estão já a caminho de um cemitério evolutivo», explicou Derek Smith, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que ajudou na coordenação da análise de 13.000 amostras de vírus gripais, colhidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em mais de 80 países, entre 2002 e 2007.
Nesta investigação, os cientistas seleccionaram amostras do subtipo mais comum da gripe, uma versão do vírus da gripe de tipo A, denominada H3N2, colhidas desde o ano de 2002.
Posteriormente, os investigadores compararam, nas diferentes amostras, as diferenças físicas numa proteína da membrana do vírus – a hemaglutinina.
Noutro grupo de amostras, os responsáveis compararam as sequências do gene que codificam para a hemaglutinina.
Assim, em conjunto, estas análises possibilitaram a identificação de diferentes estirpes de A à medida que chegavam a novos países em todo o mundo, durante o período de cinco anos analisado.
Por um lado, o estudo permitiu perceber que, embora a gripe seja um problema de Inverno, o H3N2 circula constantemente nalgumas partes de leste e sudeste da Ásia, preferindo a estação das chuvas nos países tropicais e o tempo frio nas zonas temperadas.
Por outro lado, descobriram que, todos os anos, chegam novas estirpes à Austrália, América do Norte e Europa, seis a nove meses depois de terem aparecido na Ásia. O ciclo de vida termina, vários meses depois, quando chegam à América do Sul.
O fundamento desta progressão baseia-se nas viagens e comércio. Segundo o principal autor do estudo, Collin Russel, da Universidade de Cambridge, há muito menos viagens aéreas directas entre a Ásia e a América do Norte, por exemplo. Quando o vírus “apanha boleia” até à América do Sul, parece estar condenado a morrer porque o resto do planeta já foi contaminado.
O continente africano também pode vir a ser a última etapa, avançou Russel, explicando que há muito pouco seguimento da gripe em África para se poder afirmar isso com total segurança.

 

 
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