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Estudo revela que incidência de cancros por tabagismo e obesidade está a aumentar

Estudo revela que incidência de cancros por tabagismo e obesidade está a aumentar

Apesar de se verificar uma descida do número de casos de cancro a nível europeu, o número de cancros associados ao tabagismo e à obesidade está a aumentar, de acordo com um estudo publicado no “European Journal of Cancer”.

Outra tendência apontada por este estudo é a mortalidade associada ao cancro do pulmão que embora esteja a decrescer, está a subir entre as mulheres europeias, noticiou o “Correio da Manhã”.
Conduzido por dois investigadores da Universidade de Roterdão, o estudo analisou 17 tipos de tumores em 21 países da União Europeia (UE) entre 1990 e 2000.
A pesquisa regista igualmente uma subida da taxa de sobrevivência à maioria dos tumores, sobretudo próstata, pele e mama, associada a diagnósticos mais precoces, a tratamentos mais modernos e a equipas médicas mais bem preparadas.
Em 2006 foram diagnosticados na Europa cerca de 3,2 milhões de casos de cancro, responsáveis pela morte de cerca de 1,6 milhões de pessoas, divulga o mesmo estudo, que servirá de base para um plano de acção contra a doença na UE e para a actualização do Código Europeu contra o Cancro.

Especialista português nega diminuição da incidência
Em entrevista ao “Diário de Notícias”, o presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) discordou dos dados divulgados pelo estudo que anuncia uma redução da incidência de cancros na Europa.
«Pelo contrário, a incidência tem aumentado em todos os países, de acordo com a Organização Mundial de Saúde e todas as autoridades ligadas ao sector», explicou Vítor Veloso, sublinhando que «não devemos tirar ilações triunfantes destes dados, sobretudo nós, portugueses, que temos de investir muito ainda em prevenção nesta área».
Estas tendências optimistas são especialmente válidas para os países da Europa do Norte e Ocidental, exceptuando os cancros ligados à obesidade.
No que concerne à redução da mortalidade provocada por doenças cancerígenas na Europa, Vítor Veloso concorda que «tem havido melhorias, sobretudo devido aos diagnósticos mais precoces».

 
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