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Dois portugueses contraíram febre dengue após viagem ao Brasil

«Estes casos não representam riscos de Saúde Pública e não há perigo de importação da epidemia de dengue do Brasil para Portugal», esclareceu a especialista, citada pelo “Diário Digital”.
A enfermidade não se transmite entre humanos. O mosquito responsável pela transmissão da doença apenas existe, a nível nacional, na região autónoma da Madeira.

REDE DE VIGILÂNCIA DE MOSQUITOS PRONTA PARA ARRANCAR
As equipas da rede de vigilância de mosquitos em Portugal estão prontas a começar a operar no terreno. O objectivo passa pela detecção precoce dos vírus que representem ameaças à população, anunciou ontem o director-geral da Saúde.
«Foi decidido criar um sistema de detecção e acompanhamento da população de vectores [mosquitos que transmitem doenças] para saber se representam ameaças à população portuguesa. É possível limitarmos localmente, resolvermos o problema na fonte e impedirmos a sua propagação», afirmou Francisco George, durante a cerimónia comemorativa do Dia Mundial da Saúde.
A rede de vigilância estará implementada em todo o território nacional, onde as administrações regionais de saúde ficarão encarregues pela recolha dos mosquitos, que depois serão analisados pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA).
Segundo explicou a especialista do INSA, Sofia Núncio, numa entrevista anterior à “Lusa”, foi dada formação aos profissionais das administrações regionais de saúde, nomeadamente para ensinar a fazer as colheitas dos mosquitos.
De acordo com o jornal “Público”, cinquenta técnicos de saúde ambiental, dos centros de saúde e administrações regionais de Saúde estão prontos para montar armadilhas de mosquitos pelo país. Estas funcionam com uma ventoinha e gelo seco. «O gelo seco atrai os mosquitos e a ventoinha puxa-os para dentro de um saco», explicou ao mesmo jornal, José Robalo, subdirector-geral da saúde.
«Não esperamos encontrar aqueles mosquitos habitualmente ligados a patologias como a dengue, a malária e a febre do Nilo ocidental ou a febre-amarela. Pretendemos é ter um sistema de vigilância que avise no momento em que possam surgir», afirmou José Robalo, acrescentando que «com as alterações climáticas, há a deslocação de mosquitos. Queremos verificar se essa deslocação também afecta Portugal, por isso pretendemos criar um mapa da distribuição de mosquitos».