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Descoberta hormona que estimula o apetite em pessoas obesas

Descoberta hormona que estimula o apetite em pessoas obesas

Uma hormona, que estimula a produção de células gordas, reproduzida por tecido gordo abdominal, foi descoberta por uma equipa de investigação do Lawson Health Research Institute, no Canadá. O estudo, divulgado no dia 16 de Abril pela “Western News”, pode, assim, alterar a forma como se pensa e trata a obesidade abdominal.

Kaiping Yang, docente na The Schulich School of Medicine&Dentistry’s Departments of Obstetrics&Gynaecology and Physiology&Pharmacology, e colegas de investigação do Lawson Health Research Institute revelaram que a hormona em causa, o neuropéptido Y (NPY), é reproduzida por tecido abdominal gordo. Antes desta investigação, acreditava-se que esta hormona era apenas produzida pelo cérebro.
Anteriormente pensava-se que as pessoas obesas comem mais porque os seus cérebros produzem a hormona NPY em quantidades excessivas. A NPY é a hormona conhecida mais potente na estimulação do apetite, enviando estímulos ao indivíduo, transmitindo-lhe a sensação de que está constantemente com fome. No entanto, Yang provou que, em modelos de ratos obesos, a NPY é também produzida localmente pela gordura abdominal.
O próximo passo da investigação será descortinar se a NPY produzida pela gordura é libertada no sistema circulatório do organismo. «Queremos saber se a NPY pode ser transportada no sangue até ao cérebro, onde provoca um impacto, estimulando sentimentos de fome», explicou Yang.
Caso os investigadores descubram que a NPY é, de facto, transportada na circulação sanguínea, pode vir a ser possível desenvolver um simples teste ao sangue para detectar níveis mais elevados de NPY.
«Se for possível detectar a NPY mais cedo e identificar os indivíduos em risco de obesidade abdominal, podemos vir a identificar uma terapia capaz de eliminar a hormona NPY», explicou, também, Yang.
Conhece-se muito pouco sobre a incidência da obesidade abdominal no Canadá ou em qualquer outro lugar. O facto de algumas pessoas poderem nascer já com uma tendência para peso excessivo e terem de trabalhar arduamente para perder peso pode ser um «produto infeliz da nossa biologia», rematou.

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