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Dentistas europeus preocupados com a prática de medicina dentária orientada exclusivamente para o lucro

O Conselho Europeu de Médicos Dentistas (CED) aprovou por unanimidade, no final de 2018, a resolução ‘Corporate Dentistry’, um documento [1] que revela a preocupação dos profissionais do setor face à tendência global de mercantilização da profissão e da prática da medicina dentária orientada para o lucro.

Os países que integram o CED, que é composto por cerca de 340 mil médicos dentistas na Europa, 32 ordens profissionais e associações profissionais de 30 países, defendem que é “preocupante que a prossecução do lucro, que guia o modelo de negócio das referidas organizações, possa ter consequências negativas para a segurança dos doentes , nomeadamente no que diz respeito à prestação de cuidados, aos tratamentos e às condições de trabalho. Estudos de caso realizados em Espanha e França revelaram exemplos alarmantes de redes de clínicas dentárias [2] que descuram a segurança dos doentes, ao não lhes proporcionarem os cuidados apropriados ou até, em algumas situações, lhes causarem danos.”

Numa nota publicada no seu site oficial, a Ordem dos Médicos Dentistas diz que “defende melhor regulação e não apenas mais regulação. Afastando-se totalmente da desregulação da profissão pelos motivos de superior interesse público que a Saúde representa. Alinhada com o conteúdo da resolução, a Ordem dos Médicos Dentistas trabalhou em sede do Conselho Nacional das Ordens Profissionais no projeto da criação de sociedades profissionais, significando isto a criação e defesa, em Portugal, de modelos empresariais cujo controlo maioritário esteja sob a responsabilidade de quem é profissional da área, ou seja, sociedades de medicina dentária devem ser detidas, geridas, maioritariamente por médicos dentistas e não meros agentes comerciais.”

Entre as recomendações do Conselho Europeu de Médicos Dentistas podem ler-se medidas como: