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Medicina Dentária

Clones digitais: o futuro da medicina dentária?

A evolução na medicina dentária chegou a um ponto em que já é possível recorrer à tecnologia digital para simular o tratamento de um paciente. Através de fotografias de alta qualidade e do Digital Smile Design, por exemplo, já é possível pensar no melhor tratamento a aplicar de caso a caso.

O médico dentista tem a possibilidade de construir um clone digital do seu paciente, que pode partilhar via cloud com outros colegas de outras áreas, para chegarem ao tratamento ideal a aplicar naquele caso específico. Será este o futuro da medicina dentária ou ainda estamos em negação?

Foi com esta reflexão que Florin Cofar abriu a conferência Celebrating 10 years of Immediate Function, organizada pela Nobel Biocare a 22 e 23 de abril na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa.

Para Florin Cofar, o mundo está em mudança e exemplo disso são os novos modelos digitais que estão a mudar a forma como nos relacionamos com determinados serviços: Uber, Netflix, Amazon, Spotify ou AirBNB. Será que esta mudança também vai ser visível na medicina dentária?

Florin Cofar - Saúde Oral

Florin Cofar acredita que é apenas uma questão de tempo e foi o que explicou na palestra ‘How does the new digital reality impact our industry’. “Com fotografias, vídeos e moldes digitais conseguimos criar um clone digital do paciente, mas estamos em negação que isto seja possível. Estou aqui para dar alguns insights e para levantar algumas questões, não estou a dizer que isto vai acontecer”.

“O Digital Smile Design e uma nova perspetiva de emotional dentistry são exemplos de novas escalas na medicina dentária, só possíveis com a fotografia e o vídeo. Por exemplo, se no início do tratamento tirarmos as fotografias do paciente, podemos enviar as mesmas a outros colegas, uma vez que os casos são cada vez mais interdisciplinares. O paciente não necessita de fazer várias consultas, pois o médico dentista pode enviar o clone digital do paciente para os colegas”.

Na prática é possível “fazer undo, redo, simular, apagar, voltar a tentar. Podemos planear melhor o caso, tratar primeiro o clone e depois aplicar no paciente. É quase um exercício de treino”.

“A Nobel Biocare não vende implantes. Vende soluções”

Como já vem sendo hábito, coube a António Moutinho, diretor ibérico da Nobel Biocare, abrir a conferência e o discurso deste ano começou por explicar a mudança do modelo de conferência. “Já estivemos na Penha Longa, já estivemos no Algarve e uma vez que não se fala de outra coisa, isso tem de acabar. Temos de falar com pessoas novas, que vêm pela primeira vez para perceber o que é agora a Nobel Biocare”.

Para António Moutinho, “a Nobel Biocare não vende implantes pois transformou-se e vende soluções integradas. Vamos estar sempre presentes para ajudar e fazer o wake up cal para perceber que este é o caminho”.

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