Clínicas Dentárias

Clínica Dentária Mint: Medicina humanizada e personalizada

Clínica Dentária Mint: Medicina humanizada e personalizada

Nada foi pensado ao acaso. Mal se entra na Clínica Dentária Mint percebe-se que o cuidado com o cliente é uma preocupação constante. “Queremos que as pessoas que nos visitam se sintam em casa”, assegura o médico dentista Eduardo Bastos que ganhou experiência profissional e, ao fim de doze anos, lançou o seu próprio negócio. O que mais o motiva é a vertente humana da profissão e a aposta em serviços diferenciadores. Menos volume de clientes e mais qualidade, garante.

Situada no centro de Lisboa, a Clínica Dentária Mint – Dr. Eduardo Bastos foi inaugurada em setembro de 2016, mas já estava na mente do diretor clínico bem antes. Licenciado em Medicina Dentária desde 2005, passou por alguns grupos do setor em Portugal. “O meu caminho pautou-se sempre por ir adquirindo experiências diversas com os pacientes que acompanhei durante 12 anos. Acabei por ir maturando um pouco aquilo que gostaria de ir fazendo dentro desta área”, explica Eduardo Bastos. Procurou ir integrando projetos que se pautassem pela diferenciação, muito vocacionados para a estética e para os tratamentos de Reabilitação Oral. E foi essa a abordagem que teve em consideração quando se lançou num negócio próprio.

A ideia foi-se aperfeiçoando dois anos antes. Foi definida a marca, o branding e o projeto propriamente dito do ponto de vista da arquitetura. O espaço que alberga a clínica foi reconstruído de raiz para torná-la mais confortável e adequada à missão que a equipa segue. “Queremos que as pessoas que nos visitam se sintam em casa.” Com uma receção mais perto da porta que dá acesso ao exterior e um pouco afastada da sala de espera, a confidencialidade é tida em conta no momento em que o cliente tem de efetuar um pagamento. Enquanto espera pela consulta, pode sentar-se confortavelmente e é-lhe oferecido chá, café ou água. O aroma a menta faz-se sentir no ar e os vidros que dão acesso aos consultórios não permitem que se visualize da sala espera o que está a acontecer. Assim, além de se preservar a intimidade dos clientes, os que aguardam e eventualmente não gostem de ir ao dentista, não entram em ansiedade. Tudo foi pensado ao pormenor pelo diretor clínico e a coordenadora da clínica e responsável pelo acompanhamento do paciente, Sofia Martiniano. A decoração da Mint é a prova disso mesmo.

Clínica Dentária Mint: Medicina humanizada e personalizada

O balanço destes primeiros anos é positivo. “Temos vindo a crescer. Julgo que conseguimos o mais difícil: arriscar, abrir e implementar uma clínica tão diferenciada como esta no centro da cidade. Seria mais fácil abrir uma clínica generalista”, explica Eduardo Bastos, assegurando que o próximo desafio é manter esse crescimento tendo como objetivo apostar naquilo que consideram ser “o melhor para o cliente. Queremos que as pessoas se sintam bem e afastamo-nos das típicas clínicas dentárias”, destaca.

Com clientes vindos de várias zonas de Portugal e até de outros países –Suíça e Angola – não são escassas as vezes que os clientes “pedem” a abertura de uma clínica mais perto da sua área de residência. Abrir outras lojas ou franchisar o negócio não é um objetivo porque significaria descurar a qualidade. “Do que me conheço acho difícil abrir outra clínica noutra zona do país porque replicar o que fazemos da mesma forma, com parte desta equipa, é complicado.” Tornar este conceito em franchising também não é uma opção. “Trabalhei em várias clínicas em simultâneo durante alguns anos e não era feliz a trabalhar assim”.

Aspetos diferenciadores

“Não assentamos a nossa prática numa questão de volume, mas numa Medicina personalizada a cada caso. As pessoas tornam-se um pouco a nossa família. É gratificante sentir isso e perceber que estamos a ajudá-las a ultrapassar as suas fobias, quando existem”, acrescenta. Foi este lado humano que levou Eduardo Bastos a escolher a profissão. “Na verdade, não me imagino a fazer outra coisa, gosto muito do que faço.” Mas também o facto de a Medicina Dentária permitir aliar a componente de investigação clínica a uma prática muito minuciosa. “A minha aprendizagem com as pessoas é sempre interessante, do ponto de vista humano.”

É também um objetivo diário ter uma equipa motivada e feliz. Alguns dos elementos transitaram de outros projetos, pessoas da sua total confiança, que trabalham nas funções que desejam. “Temos uma grande preocupação de ter as pessoas a trabalhar naquilo que gostam.” Neste momento são 12 os colaboradores da clínica, entre assistentes dentárias, rececionista, higienista oral, médicos dentistas, ortodontista e endodontista.

A diferenciação é marcada ainda pela vertente estética e cirúrgica. Os clientes nunca são tratados numa primeira consulta, com exceção de situações de urgência. “Primeiro é feito um plano de tratamento, um acompanhamento adequado e encaminhamento do cliente para a área específica. Só depois é marcada a consulta, o que acaba por ser importante para traçar a história clínica dos clientes, conhecê-los e perceber as suas necessidades”, explica. Alguns dos casos que chegam à clínica surgem por referenciação ou porque são pessoas que procuram uma determinada técnica porque o seu médico é generalista e não executa alguns tipos de tratamento que encontram na Mint para situações particulares, sobretudo a nível estético.

“Temos vindo a crescer. Julgo que conseguimos o mais difícil: arriscar, abrir e implementar uma clínica tão diferenciada como esta no centro da cidade. Seria mais fácil abrir uma clínica generalista”, explica Eduardo Bastos.

E se os clientes satisfeitos constituem a “publicidade” ideal para levar outras pessoas à clínica, a referenciação por colegas da área não acontece com a mesma facilidade. “Notamos que as clínicas portuguesas tendem a fazer tudo. Nos EUA há clínicas dedicadas a determinada especialidade e são os próprios médicos dentistas a recomendar colegas dentro das necessidades dos seus clientes. Todos ganham com isso. Mas em Portugal não há referenciação por parte de profissionais.”

Com um investimento elevado em materiais e tecnologia, Eduardo Bastos garante que não efetua um tratamento se não concordar com o mesmo. “Quando não estou de acordo com o que o cliente pretende prefiro não assumir o compromisso. Se um determinado tratamento pressupõe um material ou valor iremos propô-lo como a opção mais adequada. Essa é uma das bases da nossa diferenciação porque se usarmos determinado material, e se o mesmo fraturar, o cliente vai achar que fizemos um mau trabalho”.

Aposta na prevenção

O diretor clínico tem assistido a uma mudança de paradigma no que respeita à procura de consultas de Medicina Dentária, fruto do “trabalho de sensibilização que os médicos dentistas têm feito no que respeita à importância da prevenção.” É também nesse sentido que todos os clientes saem da clínica com a próxima consulta agendada. “Dentro desta lógica, programamos sessões de higiene oral para seis meses depois.” A proximidade com os clientes é fomentada através das redes sociais, do site, do blog e do contacto telefónico. São ainda partilhados regularmente artigos de opinião sobre temas ligados à Medicina Dentária, que alertam para a importância de uma boa saúde oral.

A evolução da Medicina Dentária em Portugal

É com agrado que Eduardo Bastos tem assistido à efetiva evolução do setor no nosso país, mas é também com preocupação que vê o futuro dos recém-licenciados em Medicina Dentária. “Temos muitos bons dentistas em Portugal e as novas gerações estão muito acima do que se vê noutros locais, sobretudo ao nível da prática clínica. Considero a Medicina Dentária no nosso país de topo de gama.”

Relativamente aos futuros médicos dentistas, denota que existe falta de conhecimento e até de noção de que “vai ser muito difícil terem uma oportunidade de trabalho depois de terminarem o curso. Quando entram no ensino superior não fazem ideia de como está o mercado.” Existem médicos dentistas a mais? O diretor clínico socorre-se de dados da Ordem dos Médicos Dentistas que o confirmam e indicam que “existem mais médicos dentistas do que é recomendado por número de habitantes”. Em suma, “ou há desemprego ou subemprego já para não falar dos que procuram oportunidades no estrangeiro. Portugal está a formar pessoas para irem trabalhar lá fora?”, questiona.

Com os olhos postos nos próximos anos, Eduardo Bastos considera que o objetivo é continuar a crescer e a investir. “Fazemos questão de por a tecnologia ao serviço das técnicas que temos, o que facilita a execução dos procedimentos e os pós-operatórios.” E apesar de também se dedicar à gestão, de delinear as diretrizes e os caminhos a seguir, faz questão de continuar a ter tempo para a prática clínica onde a responsabilidade social também tem lugar. “Tentamos não fazer marketing com isso”, mas acaba por desvendar a parceria com a Associação Corações com Coroa. “É algo que nos dá muito prazer porque ajudamos pessoas que já passaram por algumas dificuldades. O auxílio que lhes damos acaba por ser importante para ultrapassarem alguns obstáculos. Para algumas delas, o mau estar oral é um empecilho para mudar de vida.” A título pessoal faz voluntariado na área de saúde oral, atividade a que se dedica desde que começou a trabalhar em Medicina Dentária.