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Cancro da cavidade oral afecta mais os homens do Norte

Cancro da cavidade oral afecta mais os homens do Norte

Os homens da região Norte são os mais afectados, a nível nacional, pelo cancro da cavidade oral, revelou a responsável pelo Registo Oncológico Regional do Norte, Maria José Bento, a propósito do 1.º Encontro de Patologia da Cabeça e Pescoço.

Neste encontro, que se realizou no passado dia 12 de Fevereiro no IPO do Porto, foi ainda revelado que a mortalidade pela doença tem vindo a aumentar. Segundo Maria José Bento, em declarações à Agência Lusa, «em 85% dos casos» a doença é atribuída ao álcool e tabaco, «sendo que o vírus HPV é também um factor importante».

Também como factores de risco surgem a exposição ao pó da madeira e aos fumos dos tubos de escape e poluentes industriais, uma deficiente higiene oral, uma dieta pobre em vitamina A e a susceptibilidade genética.

Segundo Eurico Monteiro, director do Serviço de Otorrinolaringologia do IPO do Porto, quando «diagnosticados a tempo, muitos destes cancros são curáveis». No entanto, muitas das vezes, «os doentes aparecem em estado avançadíssimo», quando já não é possível qualquer tratamento.

Dados do Registo Oncológico Regional do Norte revelam que em 1999 o tumor da cavidade oral afectava 9,4 em cada 100 mil habitantes. Em 2001 esse número aumentou para 11,1, e em 2005 para 12,9.