Médicos Dentistas

Burnout leva metade dos dentistas no Reino Unido a ponderar abandonar a área

depressão afeta negativamente a saúde oral

Metade dos dentistas (50%) considerou deixar a odontologia por razões de bem-estar pessoal, de acordo com uma pesquisa da Dental Protection, parte da associação sem fins lucrativos Medical Protection Society, que pede às instituições e organizações dentárias que criem um “responsável de bem-estar”.

“A medicina dentária pode ser uma profissão muito gratificante. No entanto, quando falo com dentistas de todo o Reino Unido, é evidente que a moral é baixa”, refere Raj Rattan, diretor da Dental Protection, à publicação Dentistry, reiterando que “os dentistas que sofrem de burnout estão provavelmente mais propensos a erros, o que pode comprometer a qualidade dos cuidados prestados aos seus pacientes ou fornecer cuidados de qualidade inferior no trabalho”.

“São menos empáticos, menos capazes cognitivamente e este comportamento tem impactos negativos nos colegas, nas equipas e na organização”, acrescenta. Metade dos dentistas entrevistados (50%) no estudo Breaking the burnout cycle indicaram que viviam uma situação de insatisfação relativamente ao equilíbrio trabalho/vida pessoal e 60% referem dificuldades em fazer uma pequena pausa no trabalho. A Dental Protection defende, assim, que o bem-estar dos dentistas deve ser incluído nos indicadores-chave de desempenho.

“Encorajamos os dentistas a reduzir a sua exposição ao esgotamento, revendo o ambiente e a carga de trabalho e adotando uma abordagem pró-ativa ao desenvolvimento da resiliência para reduzir o risco e as suas consequências”, continua Rattan.

Segundo uma pesquisa anterior da Dental Protection, o medo do litígio é uma das causas de stresse de 77% dos profissionais do setor devido à regulamentação e punição para os profissionais.