Saúde Oral

Atlas Dental: quais as principais tendências do setor e o que podemos esperar no futuro

A GFDI aproveitou a IDS 2019 para dar a conhecer o Atlas Dental – Mercados Europeus: Estruturas, Desafios e Cenários, um documento extenso que analisa as principais tendências do mercado dentário a nível europeu. Com análises comparativas entre várias áreas e por países, o documento pretende estimular o debate no setor em temas como o paciente digital, desenvolvimentos tecnológicos, a consolidação do mercado, globalização e outsorcing, bem como cenários futuros, nomeadamente como vai ser o paciente de amanhã ou como se vai comportar o mercado.

“Cerca de 80 mil milhões de euros são gastos em cuidados dentários na União Europeia. Uma vez que existem 512.7 milhões de cidadãos europeus (até 2018) é o equivalente a cerca de 156€ por capita e o número tem tendência a subir. Fatores demográficos, económicos e políticos fazem com que a procura por serviços dentários tenha tendência a subir”.

De acordo com o gráfico sobre a utilização dos serviços dentários a nível da União Europeia, Portugal está abaixo da média com uma utilização a rondar os 48.7%. A Irlanda lidera a lista com uma utilização a rondar os 92%.

O documento inclui dados detalhados de países como Alemanha, Bélgica, França, Itália, Holanda, Áustria, Suíça, Espanha, República Checa e Reino Unido, com Portugal a ficar de fora deste tipo de análise.

O paciente digital

O Atlas Dental inclui ainda uma análise ao uso das tecnologias digitais, com Portugal a apresentar 52.5 na lista de grau de digitalização que permite novos procedimentos e novos métodos na medicina dentária, resultando em alterações entre os pacientes e todos aqueles que estão envolvidos nos cuidados dentários.

Profissionais especializados vão ser um fator decisivo no sucesso da transição e uso das tecnologias digitais, pelo que se prevê uma forte procura por IT e profissionais com estas competências no futuro.

A par disso, o paciente também tem tendência para estar cada vez mais informado e um estudo conduzido pela Bertelsmann Foundation revelou que 58% procura informação no Google sobre sintomas e doenças antes de visitar o seu médico e que 62% fazem o mesmo após a consulta e no futuro está previsto que sejam os próprios a fazer a gestão dos dados eletrónicos de saúde, o que faz com que o e-paciente ganhe cada vez mais poder.

O que o e-paciente espera do dentista?

No futuro, o e-paciente espera que o seu dentista esteja mais envolvido no tratamento e que forneça mais informação sobre esse mesmo tratamento. E é bom que o médico dentista se habitue à ideia que o paciente vá procurar segundas opiniões ou contrapropostas para os serviços que está a adquirir, o que vai ter um impacto nos preços.

O documento inclui ainda informação sobre a consolidação do mercado dentário, qual o papel dos laboratórios no futuro com o crescimento do CAD/CAM e qual o impacto do Brexit e da Globalização no setor.