Investigação

Antidepressivos são os medicamentos que mais provocam bruxismo, diz estudo australiano

O bruxismo é uma condição muitas vezes diagnosticada nos consultórios de medicina dentária. Porém, o que um artigo recente da Australian Dental Association (Associação Dentária Australiana) veio mostrar é que o bruxismo está muitas vezes associado ao consumo de alguns medicamentos, como antidepressivos, antipsicóticos e antieméticos, e que esta desordem funcional muitas vezes não melhora enquanto o paciente não cessar o uso da medicação ou, pelo menos, a reduzir.

Entre os medicamentos associados ao bruxismo encontram-se os antidepressivos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (SSRI), como o citalopram, escitalopram, fluoxetina, fluvoxamina, paroxetina e sertralina. Estes são normalmente prescritos a pacientes que sofrem de anxiedade e depressão, mas provocam bruxismo secundário devido aos seus efeitos antiserotoninérgicos e antidopaminérgicos.

Outras substâncias associadas ao bruxismo são também, segundo o artigo de Geraldine Moses e Leanne Teoh, os inibidores de recaptação de serotonina e noradrelanina (SNRI), como a atomoxetina, venlafaxina e duloxetina. Ainda assim, refere o estudo, os mais associados a esta desordem funcional são a fluoxetina, venlafaxina e sertralina. “O tempo médio de surgimento de bruxismo foi três a quatro semana ou na subida da dose”, referem no artigo. “Contudo, os relatórios de caso sugerem que o efeito pode ocorrer desde a primeira dose.”

Na Austrália, a incidência de bruxismo ronda os 14% a 20% nas crianças e os 19% em adultos. Alguns estudos sugerem que certos tipos de bruxismo podem ser genéticos e que colocam em causa o sucesso dos implantes dentários.

Pode ler o artigo na íntegra aqui.