Investigação

Antibióticos para prevenção de infeções em implantes dentários podem não ser indicados em pacientes saudáveis

Antibióticos para prevenção de infeções em implantes dentários podem não ser indicados em pacientes saudáveis

Com o tema do uso excessivo de antimicrobianos e o aumento das bactérias resistentes a estes fármacos na agenda de todos os profissionais de saúde, um grupo de investigadores da New York University College of Dentistry quis analisar a influência dos antibióticos como profilaxia nas infeções em implantes dentários. Os resultados mostram que a utilização de antibióticos como estratégia de prevenção de infeções pós-operatórias na colocação de implantes dentários pode ser desaconselhada.

A Organização Mundial de Saúde estima que ocorram, a nível global, cerca de 700 mil mortes anuais causadas por bactérias multirresistentes, um número que a mesma entidade prevê que aumente para os dez milhões até 2050. O aumento anual destes números já levou a Comissão Europeia a criar um plano de ação com metas anuais de combate às resistências antimicrobianas e está a deixar a comunidade médica e científica em alerta.

O estudo agora publicado quis mostrar que os antibióticos, frequentemente utilizados em odontologia por se acreditar que podem impactar positivamente a taxa de sobrevivência dos implantes dentários, podem, afinal, não ser indicados como estratégia de profilaxia.

Os investigadores fizeram a revisão de 1022 abstracts e ainda dez ensaios clínicos, comparando a utilização de antibióticos, a não utilização e a utilização de um placebo na colocação de implantes dentários.

De acordo com o estudo, que pode ser lido na íntegra aqui: “Esta revisão sistemática sugere que a profilaxia com antibióticos pode não ser indicada para a prevenção de infeções pós-operatórias na colocação de implantes dentários em pacientes que, no global, são saudáveis.”