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ADA comenta processo judicial sobre amálgamas dentárias da FDA

Programa pós-doutoral da University of the West Indies é o primeiro a ser acreditado pela ADA

A Associação Dentária Americana (ADA) considera que o recente processo judicial entre a FDA e o grupo Moms Against Mercury simplesmente estabelece uma deadline definitiva (28 de Julho de 2009) para a FDA concluir o que iniciou no ano de 2002 – o processo de reclassificação das amálgamas dentárias, noticiou o “Medical News Today”. Para a ADA, a FDA não mudou de posição neste assunto.

Ao contrário de algumas declarações, a actual proposta de reclassificação da FDA não levanta restrições ao uso daquele material em qualquer grupo particular da população. Ela simplesmente reafirma o pedido em curso da autoridade de comentários públicos sobre o assunto, bem como as descobertas relativas a recentes estudos científicos sobre as amálgamas dentárias.
Um corpo substancial de literatura científica sustenta a segurança da amálgama dentária, incluindo dois ensaios clínicos, publicados na edição de Abril de 2006 no “Journal of the American Medical Association”, e que incidiram sobre o uso daquele material nas crianças.
Os estudos revelaram que as crianças com obturações de amálgamas não experimentaram efeitos adversos no comportamento neurológico, neuropsicológico e na função renal, em comparação com o grupo controlado com obturações de compósitos.
Por conseguinte, a ADA acredita que estes estudos suportam a actual ideia científica de que a quantidade de mercúrio liberto pela amálgama não afecta a saúde as crianças.
«A população depende da FDA e de outras agências de saúde governamentais na protecção da sua saúde. É extremamente importante que as recomendações para a saúde pública se fundamentem em claras evidências científicas», constatou o presidente da ADA, Mark J. Feldman.
«A ADA irá continuar a defender a melhor saúde oral da população enquanto parte do processo regulatório da FDA», acrescentou.
Presentemente, a FDA tem classificações diferenciadas para a amálgama condensada e seus componentes. Contudo, segundo o responsável, a proposta de reclassificação da FDA, que a ADA apoia desde 2002, devia colocar a amálgama e os seus componentes sob uma única classificação.
Em suma, baseando-se nos amplos estudos desenvolvidos e nas extensas revisões científicas realizadas em torno das amálgamas dentárias, tanto pelo Governo como por organizações independentes a nível mundial, a ADA acredita que as amálgamas continuam a ser um material seguro, acessível e durável para os pacientes.

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