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90 adolescentes realizaram IVG na Maternidade Alfredo da Costa

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Um total de noventa adolescentes, com idades até aos anos, efectuaram interrupções voluntárias de gravidez (IVG) num período de apenas dez meses (Julho de 2007 a Maio de 2008) na Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa.

As noventa IVG, que correspondem a uma média de nove por mês, aproximam-se do total de gravidezes (120) seguidas clinicamente no ano passado, na consulta de Ginecologia Infantil e Adolescente, avança o “Correio da Manhã”.
Criada, de forma específica, para adolescentes naquela maternidade, a consulta de Ginecologia Infantil funciona numa ala à parte das restantes consultas de Obstetrícia para grávidas, não existindo qualquer contacto físico ou visual entre as menores de idade e as mulheres adultas.
Caso se mantenha este ritmo de IVG, vários clínicos asseguram um aumento do número de intervenções deste tipo entre este grupo etário.
Uma das três médicas obstetras da MAC, Fátima Palma, elucida que as adolescentes aproveitam a permissão da lei para interromper uma gravidez não planeada.
«A maior parte das raparigas que engravidam vai acabar por interromper a gravidez, mas ainda é prematuro fazer uma avaliação da situação sem que antes tenhamos os dados totais das gravidezes, que só obtemos no final de cada ano», explicou.
Contudo, se o número de abortos é considerado «muito elevado» por Fátima Palma, o número de gravidezes entre as raparigas tem vindo a diminuir nos últimos anos.
Os abortos foram realizados à luz da nova lei (que entrou em vigor a 15 de Julho de 2007) e que possibilita a realização da IVG a pedido da mulher até às dez semanas de gestação.
 
Diagnósticos de infecções vaginais aumentam
O diagnóstico de infecções vaginais tem vindo a aumentar entre as raparigas assistidas na MAC, uma realidade justificada pelo maior acesso aos cuidados de saúde e à assistência prestados às raparigas.
«Hoje em dia são mais as adolescentes que vêm à consulta e é compreensível que haja mais diagnósticos e despistes de casos de infecção vaginal», sublinha Fátima Palma.
Neste sentido, segundo a especialista, a percentagem de infecções atinge os 10% das que engravidam, o que significa que 12 raparigas tiveram uma infecção, em 2007, das 120 adolescentes grávidas acompanhadas naquela maternidade. No ano passado houve registo de um caso de infecção pelo VIH.

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