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50 anos de Instituto Português do Sangue: Dar sangue e acautelar pedidos na Internet

50 anos de Instituto Português do Sangue: Dar sangue e acautelar pedidos na Internet

A ministra da Saúde, Ana Jorge, alertou ontem os portugueses para os falsos pedidos de sangue que circulam na Internet e aconselhou os dadores a recorrerem sempre ao Instituto Português do Sangue (IPS). Segundo a responsável, «é bom que a população esteja alerta, pois os pedidos de sangue na Internet raramente correspondem à verdade».

A responsável pela pasta da Saúde falava ontem, no final da sessão comemorativa dos 50 anos do Instituto Português do Sangue (IPS), que teve lugar em Lisboa, explicando que o IPS tem o registo do sangue dos seus dadores, tendo assim aconselhado os portugueses a recorrerem àquela instituição sempre que queiram doar sangue.
Por outro lado, referiu que «Portugal é um país que tem sangue em quantidades suficientes, mas o sangue é cada vez mais necessário e muitas vezes não é previsível, em situações de urgência, daí a necessidade de termos cada vez mais dadores». Por isso, apelou aos portugueses, principalmente aos jovens, para aderirem às comemorações do Dia Mundial do Dador de Sangue, que se celebra a 14 de Junho, salientando a importância dos jovens na construção do «espírito de solidariedade» necessária para aumentar as colheitas de sangue em Portugal. «É preciso apelar ao espírito de solidariedade dos jovens, na medida em que é importante a sua participação nesta campanha de solidariedade e é importante o exercício de cidadania de cada um e que quanto mais cedo começar melhor», disse.
O presidente do IPS, Gabriel de Olim, relatou que cerca de 30% dos dadores pela primeira vez são recusados ou então a sua dádiva é adiada. Conforme referiu, no ano passado houve 300 mil dadores inscritos, mas só 206 mil unidades de sangue foram efectivamente colhidas. As recusas ou adiamentos não se explicam, muitas vezes, pelo facto de os dadores não serem saudáveis, salvaguardou o dirigente, esclarecendo que se trata «de normas europeias» que, por razões de segurança, excluem pessoas que, por exemplo, têm um novo parceiro sexual há menos de seis meses, tiveram um parto no último ano, foram operadas no último semestre ou fizeram tatuagem ou piercing no mesmo período, cita o “Público”.
E porque os dadores já aceites passaram por uma apertada triagem, Gabriel de Olim diz que «queremos que os dadores dêem mais do que uma vez, pelo menos três vezes por ano».
A média de idades dos dadores anda nos 45 anos, só cerca de 25% têm menos de 30 anos (só se pode começar aos 18), notou o dirigente do IPS. A meta futura passa por atingir as mil unidades de sangue por dia, «o suficiente para um dia de necessidades nacionais», disse. O objectivo é ter sempre reservas de sangue para sete dias, mas muitas vezes isso não acontece. Com variações diárias, ontem o IPS tinha sangue do grupo A para três dias de fornecimento, «o que é pouco», do 0 para quatro dias, para os outros tipos para sete ou oito dias, enunciou Gabriel de Olim. Mas estas são as reservas do IPS e os hospitais, que é quem usa o sangue, têm os seus stocks, idealmente para quatro dias.
Para celebrar o seu meio século de existência, o IPS estreou ontem novos autocarros de colheita, «bastante mais modernos e bonitos», que se destinam sobretudo às recolhas «nas empresas», contou à “TSF” o presidente do instituto. «São autocarros com quatro cadeiras» e com um frigorífico «para manter o sangue colhido durante algum tempo», disse Gabriel Olim, sublinhando que as novas viaturas estão «totalmente apetrechadas com os meios mais modernos para transportarem a equipa de colheita e para atenderem os dadores».

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