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Investigação

Estudo sugere ligação entre escovar os dentes e covid-19

Estudo sugere ligação entre escovar os dentes e covid-19

Uma investigação, publicada no International Dental Journal, sugere uma ligação entre o ato de escovar os dentes e as infeções por covid-19. De acordo com o portal Drbicuspid, dos 22 366 indivíduos que participaram no inquérito, os sintomas de covid-19 foram maiores naqueles que reduziram o tempo de escovagem ou que escovaram menos frequentemente.

Outros grupos com maior incidência de sintomas incluíram homens, os grupos etários mais jovens, pessoas com alta realização educacional, com menos rendimentos, com pior saúde e aqueles que continuaram a sair de casa desnecessariamente.

 

O estudo utilizou dados do Japan COVID-19 e do Society Internet Survey, realizado entre agosto e setembro de 2020. Os investigadores calcularam o rácio de probabilidades de ter os três principais sintomas de covid-19: febre alta, tosse e perda de cheiro e paladar.

A investigação nota um dado curioso: os que aumentaram os hábitos de escovagem também tinham maiores probabilidades de ter sintomas de covid-19. No entanto, as probabilidades eram ainda mais baixas do que daqueles que diminuíram a escovagem em quase todos os modelos de análise.

 

Apesar de os padrões de escovagem não mudarem normalmente muito, cerca de 12% dos participantes alteraram os seus hábitos no período de estudo.

Os resultados indicam que a diminuição da escovagem está associada ao derrame viral prolongado do vírus SARS-CoV-2. Os investigadores especulam que a rutura do equilíbrio no microbioma oral pode explicar a associação entre a diminuição do tempo e a frequência da escovagem de dentes e os sintomas. A causalidade inversa pode explicar a associação entre o aumento do tempo e a frequência da escovagem e a deteção de sintomas.

 

Os cientistas consideram possível que aqueles que diminuíram o tempo e a frequência da escovagem de dentes não tenham beneficiado do efeito de limpeza mecânica da escova de dentes e do efeito antiviral da pasta dentífrica e, portanto, tiveram uma carga viral SARS-CoV-2 mais elevada intraoralmente.

Por outro lado, acreditam possível que os participantes se tenham tornado mais conscientes da sua saúde após o diagnóstico com covid e começaram a escovar os dentes com mais frequência como um mecanismo de proteção.

 

“Este estudo epidemiológico levanta o argumento de que pode haver uma via microbiana para a associação entre a escovagem de dentes e as infeções por covid-19”, escreveram os autores do estudo. “Além disso, sugere que manter os hábitos de escovagem de dentes em tempo e frequência adequados … pode ter um possível mecanismo de proteção contra infeções.”

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