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Saúde Oral

Projetos recrutam 200 grávidas para estudo sobre microbioma oral e alterações cardíacas

A Faculdade de Medicina do Porto (FMUP) anunciou que pretende recrutar mais de 200 grávidas para a realização de um estudo sobre alterações cardíacas durante o período de gestação – projeto PERIMYR – e sobre o microbioma oral ao longo do primeiro ano de vida e a influência de fatores maternos na sua aquisição – projeto OralBioBorn.

O estudo irá acompanhar individualmente as grávidas no primeiro trimestre de gestação, prologando-se até um ano pós-parto.

As equipas de investigação da Universidade do Porto (i3S e Faculdade de Medicina Dentária) e da Vrij Universiteit de Amesterdão, Países Baixos, serão responsáveis pelo projeto OralBioBorn, coordenado por Benedita Sampaio Maia, que pretende estudar os fatores que influenciam a aquisição de microrganismos da criança durante o primeiro ano de vida.

Assim, as grávidas e os futuros bebés poderão usufruir de uma avaliação oral gratuita e de conselhos para promover a saúde oral de ambos. As avaliações são realizadas em conjunto, mediante a disponibilidade das participantes, e terão lugar no edifício da FMUP.

Quanto aos resultados da investigação cardiológica, podem apresentar novas formas de tratar a insuficiência cardíaca, uma das principais causas de morte no mundo.

“Os exames realizados serão revistos por uma equipa médica multidisciplinar (nomeadamente médicos especialistas dos serviços de obstetrícia e cardiologia), que integram a equipa de investigadores”, explica a página do estudo.

De acordo com a Agência Lusa, no total, serão cinco momentos de avaliação que preveem a realização de três exames de diagnóstico cardiovascular e colheitas de sangue e urina.

“Durante a gravidez, o feto em desenvolvimento impõe uma sobrecarga adicional ao coração da mãe, o que é normal, mas que obriga a adaptações cardíacas”, esclarece a coordenadora do projeto PERIMYR, Inês Falcão-Pires.

Nesse período, segundo a investigadora, “a mulher está sujeita a um aumento do volume de sangue, o que faz aumentar a massa do seu coração”.

A coordenadora do projeto explicou ainda que o processo conhecido como hipertrofia acaba por desaparecer totalmente alguns meses após o parto e o coração da mãe recupera a sua estrutura e função habituais.