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Investigação

Estudo sugere ligação entre gengivite e maior risco de depressão

Os pacientes com gengivite crónica têm quase o dobro do risco de desenvolver depressão em comparação com aqueles que têm gengivas saudáveis.

Os pacientes com gengivite crónica têm quase o dobro do risco de desenvolver depressão em comparação com aqueles que possuem gengivas saudáveis, revelou um estudo publicado no Journal of Psychiatric Research. A investigação analisou pacientes com mais de 14 anos que foram diagnosticados com gengivite crónica no Reino Unido, avança a Gaceta Dental.

O estudo revela que 16,3%% das pessoas com gengivite crónica foram diagnosticadas com depressão em 10 anos, em comparação com 8,8% das pessoas sem gengivite crónica. A equipa de investigação, liderada por Lisa Lotta Cirkel, descobriu que os pacientes com gengivite crónica tinham 1,82 vezes mais probabilidade de desenvolver depressão.

 

A relação entre a gengivite e a depressão subsequente foi especialmente marcante em doentes entre os 21 e os 50 anos. “Parece haver uma forte associação entre os jovens adultos”, dizem os autores.

“Tem-se demonstrado que a saúde mental pode ter um impacto negativo na saúde oral e que componentes biológicos e mecanismos comportamentais ligados à depressão podem ter um efeito adverso na saúde periodontal. No entanto, pouco se sabe sobre a associação inversa”, acrescentam ainda.

 

Uma resposta imunoinflamatória pode ser o gatilho entre a gengivite e a depressão. A inflamação está ligada à neuroinflamação e à síntese de serotonina deficiente. “As restrições à higiene oral e ao uso de próteses, bem como à dor e à halitose, podem estar associadas a sintomas depressivos”, afirma a equipa de investigação.

Metodologia

O estudo foi realizado entre janeiro de 2000 e dezembro de 2016, centrando-se em indivíduos que foram diagnosticados com gengivite crónica numa das 256 consultas dentárias gerais do Reino Unido. Os autores excluíram os doentes diagnosticados com outros tipos de doenças mentais, como esquizofrenia, distúrbios de humor e ansiedade.

 

Para comparar as incidências de depressão, usaram uma base de dados sobre prescrições e diagnósticos de medicamentos e dados médicos e demográficos básicos. Foram incluídos na análise 6.544 doentes com gengivite crónica e 6.544 doentes sem gengivite crónica.

Os resultados são válidos tanto para homens como para mulheres e para todas as faixas etárias, exceto para maiores de 65 anos.

 
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