Saúde Oral

Um quarto dos cheques-dentista da Lezíria e Médio Tejo são desperdiçados

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Um quarto dos cheques-dentista atribuídos na região da Lezíria e Médio Tejo não foram utilizados, noticiou esta semana o semanário regional O Mirante.

De relembrar que, de acordo com os dados da Direção-Geral de Saúde, em 2019, foram emitidos cerca de 518 mil cheques e 101 mil não terão sido gastos, cerca de um quinto. Além disso, cerca de um terço dos beneficiários do cheque-dentista não usufruiu dos mesmos, num total de cerca de 34%.

Contactada pela publicação local, Leila Brandão, médica dentista numa clínica em Tomar, disse que o desperdício de cheques-dentista num País e numa região onde parte da população não tem possibilidades de pagar consultas e tratamentos no privado é “inaceitável”. Rita Carreira, médica dentista numa clínica em Almeirim, apontou a negligência dos encarregados de educação, a falta de consciência em relação à saúde oral e, possivelmente, o medo de consultas de medicina dentária como alguns dos motivos para a não utilização dos vales.  Nas clínicas onde trabalham, as duas profissionais afirmaram ao semanário regional que o maior número de atendimentos foi feito a crianças, seguindo-se as grávidas e os idosos.

Os dados provisórios de 2019, disponibilizados pela Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo, indicam que foram emitidos para o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo 9977 cheques-dentista, dos quais 8260 foram utilizados, e para a Lezíria, foram emitidos 9353 cheques-dentista, sendo que 6272 foram utilizados.

Este programa foi lançado em 2008 e abrange grupos considerados mais vulneráveis, mas o alargamento do cheque-dentista e a inclusão de crianças até aos dois anos estão ainda por garantir, sem data prevista para entrar em vigor. Desde o início do programa, para a região foram emitidos 212 560 cheques, dos quais foram utilizados 152 821.