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“Mercado da dentária em Portugal e Espanha está a crescer”

No setor da saúde há quase 30 anos, António Moutinho assume desde 1 de março deste ano o cargo de country manager iberia do Grupo Straumann.

No setor da saúde há quase 30 anos, António Moutinho assume desde o dia 1 de março deste ano o cargo de country manager iberia do Grupo Straumann. Coordena cerca de 160 pessoas e, neste papel, destaca a componente humana, a motivação e a ambição do seu trabalho. Relativamente aos clientes – e aos potenciais clientes – mostra a certeza e segurança de contribuir para que estes se tornem melhores profissionais, com negócios em crescimento.

Fale-me do seu percurso profissional até ao momento.

No início de 2008, comecei o meu percurso na área dos implantes. De 2008 a 2019 estive na Nobel Biocare, a assumir vários cargos, sempre numa perspetiva de promoções e de mais responsabilidade. Primeiro fui diretor geral de Portugal, depois passei a diretor geral ibérico e, numa fase mais recente, fui diretor geral do sul da Europa, onde detinha responsabilidade perante Portugal, Espanha e Itália, e acumulava também a gestão da rede mundial de distribuidores de uma das marcas. Quando terminei as minhas funções na Nobel, em dezembro de 2019, tive de estar um ano fora do setor – assim exigia o contrato. E, nesse espaço de tempo, fui aprender coisas novas. Estive numa empresa de madeira de um grupo grande e foi uma experiência muito enriquecedora, onde aprendi sobre logística e procedimentos de fábrica. Entretanto o ano chegou ao fim e eu não sabia se o setor dentário me iria chamar. Achamos sempre que é possível, também pelo facto do meu investimento nesse setor ser total. Até que um dia o telefone tocou e, de janeiro a março, deste ano, as coisas resolveram-se e aceitei a proposta da Straumann. Fico muito contente de fazer parte deste projeto.

Assume, desde o dia 1 de março deste ano, o cargo de country manager iberia do Grupo Straumann. Referiu que o telefone tocou… E que surgiu o convite para integrar o grupo. Como correu o processo?

Sempre fui uma pessoa com muitas ligações dentro do setor e sempre tratei bem os outros. Gosto muito de conversar e de conhecer as pessoas e tenho uma vasta rede de contactos, fruto dos anos e do trabalho que fui desempenhando. E foi assim… O conselho de administração da Straumann Suíça sabia do trabalho que tinha feito e foi relativamente simples, bastou apenas um telefonema.

“Se há coisa que a pandemia me ensinou é que temos de cuidar mais dos outros. Como diretor geral levo isso muito a sério, cuidar dos meus, das minhas equipas e das pessoas que me ajudam a fazer da Straumann Group uma grande empresa”

Que significado tem para si assumir este cargo?

Para voltar à indústria teria de ser um projeto obrigatoriamente muito aliciante. Não é que que não estivesse disponível para fazer outras coisas, que estaria seguramente, mas numa perspetiva de crescimento pessoal, a seguir à direção do sul da Europa da Nobel, teria de ser algo deste calibre. E a única opção seria mesmo a Straumann, uma vez que são líderes de mercado e representam um desafio. O Straumann Group é muito mais do que uma marca de implantes, são sete ou oito marcas diferentes de vários setores de atividade, desde a prótese, à ortodontia, à digitalização completa do fluxo das clínicas, à maquinaria mais pesada, como fresadoras e impressoras. Detêm três marcas de implantes diferentes e fica tudo dentro de um grupo muito vasto, com muita gente e com muita responsabilidade. Foi um desafio que não podia deixar de aceitar.

Em que consiste o seu cargo e como tem sido o seu dia-a-dia de trabalho na Straumann?

O meu dia passa por facilitar processos de tomada de decisão à equipa que trabalha comigo, encontrar áreas de melhoria, propor soluções à equipa que me ajuda a gerir o grupo e garantir que essas soluções sejam implementadas com rapidez, eficiência. Primeiro proteger os colaboradores Straumann, tornar o seu local de trabalho mais apetecível, mais motivador, com desafios que sejam exequíveis e com o grau de ambição certo. Para mim é muito importante olhar para a estrutura interna, saber que tenho as pessoas certas no lugar certo e que se sentem felizes a fazer o seu trabalho. Se há coisa que a pandemia me ensinou é que temos de cuidar mais dos outros. Como diretor geral levo isso muito a sério, cuidar dos meus, das minhas equipas e das pessoas que me ajudam a fazer da Straumann Group uma grande empresa. Essa é a minha primeira prioridade. A segunda está relacionada com os meus clientes, que neste momento já confiam no grupo e os que ainda não confiam, esses são para mim um alvo muito apetecível porque sei que posso fornecer soluções que em breve vão ajudá-los a crescer nos seus negócios, a tornarem-se melhores médicos, protésicos, higienistas orais e até assistentes. Eu sei que consigo contribuir para a melhoria destas pessoas. E trabalho com estas duas vertentes. O meu dia é dedicado a isso. Tenho uma agenda brutal, trabalho 12 horas… Trabalho muito, tanto como quase toda a gente atualmente. Mas, de forma sucinta, posso dizer que me dedico à minha estrutura, às minhas equipas e aos meus clientes. Não me preocupo muito com números. Os números para mim são uma consequência do bem que se trabalha antes de eles acontecerem.

* A entrevista completa vai estar disponível na edição de maio-junho da revista SAÚDE ORAL.

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