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Clínicas Dentárias

Selecionar, acolher e orientar

A Incisivos – Associação dos Empresários da Medicina Dentária organizou um webinar para fazer uma “viagem ao mundo dos recursos humanos na dentária”, na qual visitou três grandes aspetos: selecionar colaboradores, acolhê-los e orientá-los.

Uma empresa organizada, com colaboradores satisfeitos e uma equipa sólida talvez seja a ambição de muitos empresários. A pensar naqueles que têm em mãos o desafio de gerir um negócio, a Incisivos – Associação dos Empresários da Medicina Dentária organizou um webinar que intitulou de “viagem ao mundo dos recursos humanos na dentária”, na qual abordou diferentes temas que visam dotar o gestor, seja ele paralelamente médico dentista ou não, a ter uma empresa organizada com colaboradores satisfeitos e orientados também para o sucesso da clínica. O webinar foi conduzido por Miguel Martins, presidente da Direção da Incisivos, que sublinhou desde logo que tudo o que iria veicular neste encontro virtual seriam apenas “pistas” que podem ter aplicabilidade numa clínica dentária, mas noutra não. “Não há uma ciência” na gestão dos recursos humanos. “O que importa é se aquilo que vamos partilhar aqui se integra na sua maneira de agir e estar”, reiterou.

Contexto atual dos recursos humanos nas clínicas dentárias de autor
 

Empregado e empregador. Uma relação de mundos diferentes que tem de encontrar o ponto de equilíbrio para funcionar. Um dos primeiros pilares para construir o sucesso desta relação e, consequentemente, da clínica/empresa é a organização. Miguel Martins exemplificou: “vamos imaginar que uma empresa é um barco e num barco todos têm tarefas, senão corremos o risco de um barco não navegar. Nas empresas organizadas, as rotinas estão estabelecidas, há uma planificação, pelo menos a médio prazo, e há ocorrências que se acodem porque as rotinas estão estabelecidas. Se essas ocorrências saem das rotinas significa que não temos como responder”. O presidente da Incisivos reforçou então a ideia de que “temos de interiorizar que somos gestores”. O médico dentista, quando tem a sua própria clínica tem de se consciencializar que antes de tudo é dono de uma empresa, ou seja, primeiro é gestor. Miguel Martins sublinhou então que “tudo o que nós fazemos são atos de gestão”.

Os recursos humanos têm de ser guiados por um líder que tenha também a capacidade de delegar e estabelecer normas de conduta. Quando um gestor vive muito afastado dos problemas, acaba por “exigir às pessoas que com ele trabalham que o resolvam, mas na maioria dos casos as pessoas não sabem como o fazer e isso cria um ecossistema frágil”.

 

Miguel Martins defendeu, por isso, que um gestor de uma empresa consegue níveis de serenidade elevados quando faz um bom recrutamento, constitui uma equipa coesa e orientada e quando se retém o talento. “Podem estar seguros de que a empresa tem um andamento completamente diferente, uma performance de faturação diferente, tem um nível de desgaste menor e o dono da empresa/gestor consegue níveis de serenidade que nunca pensou ter”, explanou.

*Leia o artigo na íntegra na edição maio/junho da Saúde Oral.

 
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